CHEGOU O MAIOR LOTE DE VACINAS DESDE O INÍCIO DA CAMPANHA: 46.400 CORONAVAC E 5 MIL DA OXFORD

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É a maior remessa de vacinas que o Ministério da Saúde já enviou a Rondônia e a todo o país, num só dia. Quase 9 milhões de doses. Chegou a ser agendada a chegada para o sábado, mas acabou se confirmando para a quinta.  São nada menos do que 51. 400 doses que chegarão ao aeroporto Jorge Teixeira, a grande maioria da Coronavac (46.400 doses) e uma parte menor, da Oxford/AstraZeneca (5.000 doses). A tendência é que todo esse número significativo de vacinas seja utilizado apenas para aplicação da primeira dose, já que, com a expectativa de chegadas mais rápidas de novos lotes, todos os que a receberem, terão garantida também a segunda dose. No caso da Coronavac, o prazo é de cerca de um mês e na Oxford, a segunda dose pode ser aplicada em até três meses. Não custa repetir a orientação da Secretaria da Saúde, para que os municípios se preparem e agilizem a vacinação da população, já que há casos de grande demora, mesmo com a vacina já tendo chegado há vários dias. Até esta quinta, apenas cinco das 52 Prefeituras do Estado tinham aplicado 100 por cento das doses que receberam. Porto Velho, por exemplo, ainda estava no patamar de 78 por cento. Prefeituras maiores, como as da Capital, Ji-Paraná, Cacoal, Vilhena e Ariquemes, entre outras, precisarão ampliar o número de locais de aplicação das vacinas e tornar o acesso a elas o mais simples possível, passando por cima de burocracias e empecilhos. Todas as mais de 51 mil doses que chegaram, em cerca de 48 horas estarão disponibilizadas nas regionais, centros de distribuição do Estado e mutirões dos municípios podem ser feitos ainda neste final de semana. 

O recorde de vacinas num só lote, enviadas agora pelo Ministério da Saúde, é o resultado do aumento paulatino da produção das vacinas. Como Rondônia foi o terceiro Estado da região norte a receber mais vacinas, é provável que seja resultado da pressão muito forte de autoridades rondonienses, do governador Marcos Rocha à bancada federal e aos deputados estaduais, que foram do Presidente da República ao ministro Queiroga, pedir atenção especial ,neste momento em que vivemos os piores dias da pandemia. A quarta-feira, por exemplo, foi de apavorar. Quase 1.900 contaminados e mais 58 mortes. Com os números computados até a quinta-feira, já batemos nos 4.200 óbitos, mais de 188 mil casos confirmados e, felizmente, 165 mil recuperados. O que assusta, ainda, é a lotação dos hospitais, com quase 830 internados e uma longa fila de espera nas UTIs, que não dão conta de tantos doentes graves. O que pode acalmar tudo são as vacinas. Precisamos chegar logo nos 150 mil imunizados com as duas dosagens, mas ainda mal passamos dos 96 que receberam a primeira e outros 33.500 que já receberam as duas. A torcida agora é que, em poucos dias, recebamos mais um lote. Dos grandes.

IMUNIZAÇÃO JÁ DÁ RESULTADO A IDOSOS E AO PESSOAL DA SAÚDE

As vacinas funcionam mesmo? O depoimento do secretário Fernando Máximo, apontando apenas um dado relacionado com a imunização é relevante. Segundo ele, caiu drasticamente a internação com sintomas graves e nas UTIs (em quase 80 por cento), o número de idosos acima de 80 anos que já foram vacinados. Como foi esse grupo de pessoas que estavam entre as primeiras a receberem o atendimento, é uma clara demonstração da importância das vacinas. Ainda não há dados oficiais, mas o número de servidores da saúde contaminados, eles que são da linha de frente e se tornaram algumas das maiores vítimas do vírus também teria diminuído acentuadamente. Integrantes de grupos prioritários, o pessoal da saúde também é prova concreta de que a vacina, seja qual for, está trazendo resultados positivos concretos. Tem que ficar claro que só com a vacinação em massa – primeiro dos grupos prioritários e depois, sucessivamente, do maior número de pessoas – é a única forma de diminuirmos a tragédia que se abateu no nosso país e no mundo todo.  

SIC NEWS RELATA GRAVE DENÚNCIA DE OMISSÃO NO JOÃO PAULO

O caso, certamente inédito, foi denunciado no programa SIC News, da SICTV/Record, apresentado por Everton Leoni e Meiry Santos. Um médico saiu de um procedimento, no Hospital João Paulo II, direto para a Delegacia. Foi registrar um Boletim de Ocorrência, denunciando omissão de socorro por parte de técnicos de enfermagem que se negaram a atender uma paciente que estava morrendo. Os profissionais teriam alegado que não recebiam para cuidar de doentes com a Covid. O médico, Carlos Augusto Sena Filho, conseguiu alguns outros técnicos de enfermagem para ajudá-lo a tentar recuperar a vítima, que estava tendo um choque séptico e morrendo, mas outros se negaram a ajudar. Para tentar salvar a paciente, uma mulher, o médico tentou toda a ajuda possível, embora tenha tido poucos participantes na luta para recuperar a doente, através de uma tentativa de reanimação cardiopulmonar. Não deu certo e a mulher morreu. Revoltado, o dr. Carlos Augusto registrou a ocorrência, até para se proteger como profissional. O caso é muito grave e merece profunda investigação. Não é possível que isso tenha ocorrido, sem que os responsáveis sejam processados e respondam pela possível omissão que custou uma vida humana.

GRUPO CRIMINOSO PODE TER COMETIDO MAIS DE 100 ASSASSINATOS

São 30 assassinatos confirmados. Mas podem chegar a uma centena. Um grupo de criminosos, autodenominado “Família Mato Grosso” vem agindo em algumas regiões do norte, incluindo Rondônia, cometendo os mais terríveis crimes. Alguns dos seus membros, presos, organizavam, de dentro das cadeias, toda a estrutura da facção, que incluía chantagem, ameaças e extermínio de dezenas e dezenas de vítimas. A Polícia Civil de Rondônia começou a desmantelar o grupo, que tinha uma das suas sedes na cidade de Monte Negro, próximo a Ariquemes, executando pelo menos 35 mandados de prisão preventiva de bandidos membros da gangue. Um grupo tão grande como esse, com tantos membros, com uma organização praticamente empresarial, cada um com uma missão bem orientada, tem que ser extirpado das ruas. Seus comandantes devem ser mandados para prisões de segurança máxima, sem qualquer contato externo. Não adianta a polícia prender e, de dentro de prisões onde tudo é moleza para os detentos, eles continuarem a organizar e comandar a violência, os assaltos e os assassinatos nas ruas.

COMEÇA A CRESCER MOVIMENTO PRÓ FORMADOS NO EXTERIOR

Começa a tomar corpo a possibilidade de médicos formados no exterior trabalharem, em caráter excepcional e provisório, durante a pandemia. O assunto que fervilha no Congresso Nacional, chegou também a Rondônia, com toda a força. Na quarta-feira, o presidente da Assembleia, Alex Redano, comandou uma reunião com médicos, parlamentares, representantes do Judiciário e do Governo do Estado, para debater o tema. Os debates entraram noite adentro. O governador Marcos Rocha participou, via internet, apoiando a ideia. O secretário Chefe da Casa Civil, Junior Gonçalves, afirmou que o Estado fará de tudo para dar suporte ao tema, nesse momento em que há grande necessidade de médicos em Rondônia. Alex Redano disse que um dos encaminhamentos será uma solicitação assinada pelos 24 deputados estaduais para que o Governo encaminhe à Assembleia, um projeto de lei para que possa contratar temporariamente esses médicos, mesmo que eles não tenham sido aprovados no Revalida. Várias outras alternativas foram analisadas. Já há decisões da Justiça Federal, no sentido de liberar os médicos formados no exterior, de forma excepcional. Uma delas foi da Justiça em Criciúma.

MAIS UM PASSO IMPORTANTE NA COMPRA DAS 400 MIL VACINAS

Notícias sobre o andamento das negociações da Prefeitura de Porto Velho para a compra de 400 mil doses da vacina Oxford/AstraZeneca são positivas. O empresário Marcelo Thomé, presidente da Agência de Desenvolvimento da Capital, que está à frente das negociações, por decisão do prefeito Hildon Chaves. Anunciadas pelo Prefeito no início de março, com a participação importante de Thomé, liderando as negociações, a compra já está acertada com o laboratório, a tal ponto que o município já abriu uma conta de 20 milhões de reais, para pagamento das doses. O dinheiro só sai para o cofre do vendedor, depois que as vacinas foram entregues. O penúltimo passo para que o negócio ande, foi dado essa semana. A carta de crédito foi emitida e enviada ao fornecedor nesta semana. Agora, depende da produção e da liberação dos imunizantes, para que se dê o passo final, que é a chegada das 400 mil doses, para serem aplicadas na população porto velhense. O jeito agora é esperar e torcer para que tudo funcione como foi combinado.

UMA VERGONHA PARA O VERDADEIRO JORNALISMO BRASILEIRO

Em quem acreditar, depois que boa parte da imprensa brasileira esqueceu de contar a verdade e passou a contar apenas a “sua” verdade? A transformação da luta contra a Covid passa por um racha ideológico que já se transformou numa guerra entre médicos, mas também numa vergonha para a chamada grande imprensa. Peguemos outro exemplo: o caso do Lockdown decretado pelo prefeito de Araraquara, em São Paulo , considerado o mais duro já realizado em todo o país. Se o pobre leitor for se informar nos jornalões como o Estadão e o site da UOL; ou o telespectador procurar algumas TVs, ambos ficarão sabendo que a medida foi um sucesso, com queda acentuada no número de mortes. Mas se for ler ou ouvir por exemplo o jornalista Augusto Nunes, em seu blog no site R7 ou nos programas da Jovem Pan, vai ser informado de que a medida foi um absoluto fracasso. Para Nunes, o número de contágios e mortes, que teria caído, segundo o Prefeito, foi uma comemoração antecipada, porque ele computou apenas sete dias do Lockdown e não os 14 dias, quando a maioria dos casos da doença eclodiram[SP1] . O sistema hospitalar da cidade continua em colapso. Mas os dois lados defendem com unhas e dentes suas “informações”. Uma vergonha para o verdadeiro jornalismo.

LOCKDOWN GAÚCHO: MAIS 33 POR CENTO DE MORTES EM DUAS SEMANAS

O que não se pode contestar, contudo, são números. O Rio Grande do Sul vive um duro Lockdown que chega à sua segunda semana. A tentativa de fechar quase tudo, do governo gaúcho, foi uma espécie de medida de pânico, porque os casos não paravam de crescer. E nem as mortes. Quando começou a fase mais dura do fechamento, o Estado registrava já 15 mil mortes. Nesses cerca de 14 dias do decreto, segundo dados oficiais da Secretaria de Saúde do RS, o total havia saltado para 20.063 mortes. Ou seja, durante o Lockdown gaúcho, morreram pelo menos mais cinco mil pessoas, enquanto em toda a pandemia, desde março do ano passado, o total de óbitos era de 15 mil. Cinco mil sobre 15 mil, significa em poucos dias, um aumento de 33 por cento sobre o total de vidas perdidas até o início da fase mais dura do Lockdown determinado pelo governo gaúcho. O que se pode deduzir é que, ao menos no Rio Grande do Sul, o fechamento duríssimo não teve qualquer resultado positivo. Os números são indesmentíveis. Não é opinião. É a notícia verdadeira, que pode, inclusive, ser lida no maior jornal do Estado, Zero Hora, ligado ao grupo Globo. O link é https://gauchazh.clicrbs.com.br/coronavirus-servico/noticia/2021/04/rs-ultrapassa-20-mil-mortes-por-coronavirus-subindo-da-14a-para-oitava-pior-mortalidade-do-brasil-em-duas-semanas-ckmz8mt5h005j016u0wux4fu5.html.

PERGUNTINHA

Você sabia que nesse novo lote de vacinas recém chegadas, cerca de 800 doses serão utilizadas para o início da vacinação do pessoal da segurança pública, agora incluído nos grupos de risco?


 [SP1]

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