TODA A RETROSPECTIVA SE RESUME NA PANDEMIA. E A ÚNICA ESPERANÇA DE FUTURO É A CHEGADA DA VACINA

SERÁ SONHAR DEMAIS OU O VERDADEIRO ESPÍRITO NATALINO PODERÁ AJUDAR CONTRA O MAL QUE NOS ASSOLA?
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ROCHA FALA DA BELMONT, DAS OBRAS, DAS METAS ATINGIDAS E DO DRAMA DA FAMÍLIA, POR CAUSA DO CORONAVÍRUS
28 de dezembro de 2020

O ano bate próximo ao 31 de dezembro e não há outra retrospectiva, que não esteja ligada à mais terrível pandemia que o mundo moderno enfrentou. Não há parâmetro, mesmo que retrocedamos a alguns séculos, do que tenha atingido toda a humanidade com tanta virulência, como o que se registrou com a pandemia do coronavírus. Faz pouco mais de um ano que o coronavírus surgiu num pequeno mercado de uma até então desconhecida cidade chinesa, da qual o ocidente praticamente não ouvira falar. O governo da China tentou esconder a doença o quanto pode, inclusive prendendo o médico que a descobriu, que, aliás, morreu da Covid 19, poucos meses depois. Mas não dava mais para segurar. Os altos níveis de contágio e de mortandade, chegaram, poucos meses depois, a todos os recantos do Planeta. No Brasil, em janeiro já havia casos de hospitalizações. As autoridades e parte da mídia, mesmo então já tendo acesso a informações sobre o enorme risco e a facilidade do contágio, calaram-se, para que o carnaval não fosse cancelado, porque poderiam ser perdidos milhões e milhões de reais. Foi aí que começou a contaminação de milhares de pessoas, causando centenas de mortes. Os que esconderam as informações no carnaval, são os mesmos que, hoje, transformaram seus telejornais em noticiário fúnebre. Calaram-se, até o fim do carnaval, sobre o terror que se aproximava. Enquanto isso, o mundo todo começava a sentir o peso da doença. Ela se espalhou tal rastilho de pólvora pelo Planeta inteiro, atingido populações em todos os continentes, seja em países ricos quanto nos menos desenvolvidos.

Em Rondônia, os primeiros casos começaram a aparecer em março. No início de maio, registrou-se a primeira morte. Oito meses depois, choramos, em todo o Estado, cerca de 1.740 vidas perdidas. Houve sim, um grande esforço das autoridades, buscando ampliar o número de leitos comuns e de UTI, como também informando a população e a envolvendo em campanhas pelos cuidados de prevenção, principalmente evitando-se aglomerações. O governo rondoniense, aliás, ao invés de mandar construir um hospital de campanha caríssimo, para uso por apenas alguns meses, teve a visão de futuro, comprando um hospital a preço baixo, mas que servirá também para doentes no pós pandemia. Uma segunda onda chegou no mundo, no Brasil e também em Rondônia, porque muita gente faz de conta que o vírus já acabou e, infelizmente, isso está longe de acontecer. Já passamos um Natal diferente, num mundo diferente. No nosso país, assim, como em alguns outros lugares do mundo, a crise pandêmica se transformou, infelizmente, em debate político e ideológico, com muitas autoridades, como o próprio presidente Jair Bolsonaro, se esquecendo que a prioridade são as vidas humanas. Agora, estamos chegando ao Ano Novo, também com a sensação de que corremos grandes riscos por ainda longo tempo. Quando virá a vacina? Essa é a grande esperança para o 2021 que chega. Só ela nos salvará!

O PLANETA TECNOLÓGICO DERROTADO POR UM MICRO ORGANISMO

Ficou claro, até óbvio, que o mundo da tecnologia, da internet, dos enormes avanços científicos, não estava preparado para enfrentar um mal cujo tamanho é um milhão de vezes menor do que 1 milímetro. O coronavírus chegou com tal força que isolou países, estados, cidades, famílias, indivíduos. Abraçar, beijar, apertar a mão, fazer carinho, se transformou em risco de morte. Os grandes acontecimentos esportivos passaram a ser feitos sem público, assim como shows e eventos. Cientistas e médicos começaram, tão logo se detectou o grande perigo da doença, a buscar tratamento e cura. Não conseguiram chegar a um acordo sobre tratamento, mas menos de um ano depois, já deram esperança à Humanidade, apresentando vários tipos de vacinas, embora nenhuma delas, ao menos até esse final de dezembro, apresentem a certeza absoluta de que acabará com a pandemia. No Brasil, o debate ideológico, até agora, teve espaço cada vez maior na mídia, enquanto já batemos a triste estatística de 190 mil mortes. Em Rondônia, a Secretaria de Saúde, comandada pelo dedicado e correto médico Fernando Máximo, conseguiu algumas vitórias importantes, embora a crise tenha recrudescido nas últimas semanas, porque parte da população não tem respeitado as regras e os cuidados necessários para prevenir a doença.

ENERGISA: ILEGALIDADE E BURRICE NA VÉSPERA DE NATAL

Se o fez, cometeu uma das maiores idiotices de relações públicas que uma empresa poderia cometer. Em plena véspera de Natal, segundo denúncia publicada pelo advogado Ricardo Fávoro, em seu Facebook (com fotos e vídeos), equipes da RondoNorte, empresa contratada pela Energisa, percorriam a cidade, cortando a energia em residências onde havia atraso no pagamento das contas. Num dos dias mais importantes do ano, para as famílias, precedendo um feriado (o que é ilegal, segundo a legislação vigente), viaturas com o logotipo da RondoNorte e com funcionários com farda da empresa, estavam tentando cortar a energia em casas de consumidores. O advogado relata, no texto que divulgou nas redes sociais, que chamou a polícia, para pedir a prisão dos funcionários que, segundo ele, estavam praticando um ato ilegal (além de absurdamente desumano, é claro!), mas antes da chegada dos homens da lei, a equipe fugiu, célere e na contramão, para escapar do flagrante. Tudo está relatado, filmado e fotografado por Fávaro (https://www.facebook.com/ricardofavaroandrade.favaro). É quase inacreditável que a empresa, que precisa desesperadamente se aproximar da comunidade, por tudo o que está levando de porrada, ainda faça uma coisa absurda dessas. Alguém dentro da Energisa está esbanjando burrice e incompetência!

PREFEITO CONFIRMA SECRETARIA E CONVITE A VINICIUS

Como esse blog publicou com exclusividade, a Prefeitura vai mesmo criar uma Secretaria Especial para os Distritos. O próprio prefeito Hildon Chaves já confirmou a decisão. E o nome escolhido para comandar esse novo e importante projeto para o segundo mandato do Prefeito reeleito, foi mesmo o do jovem advogado, professor e bom de voto, Vinicius Miguel. Ele já foi consultado, está conversando com Hildon e o acordo pode ser anunciado em breve. Vinicius está hoje no partido Cidadania. Já concorreu ao Governo do Estado, em 2018 e foi a grande surpresa da disputa, ao lado do governador eleito, Marcos Rocha. Vinicius chegou a 110.585 votos em todos os 52 municípios rondonienses, dos quais  69.625 em Porto Velho. Dois anos depois, disputou a Prefeitura e teve quase 40 mil votos. Por pouco não foi para a disputa final. No segundo turno, apoiou Hildon Chaves. Começava ali uma parceria política que pode levar Vinicius para dentro da administração municipal, numa secretaria importante. Faltam apenas alguns detalhes para definir a questão.

PARLAMENTO RETORNA COM NOVO DEPUTADO E NOVA MESA

Caso não sejam convocadas sessões extraordinárias pelo Governo, a Assembleia Legislativa retoma suas sessões normais só em fevereiro; Na primeira reunião de 2021, o parlamento já retorna com novidades. A primeira delas é representada pela posse do novo presidente Alex Redano e da nova mesa diretora, para os próximos dois anos. A segunda, será uma cara nova, não para a política, mas para o legislativo estadual. Pela primeira vez, o até 31 de dezembro vereador de Porto Velho (eleito e reeleito mais três vezes), o dentista Alan Queiroz, assume uma cadeira. Ele substituirá o deputado Adailton Fúria, que deixa a ALE para assumir como prefeito de Cacoal, cargo para o qual foi eleito no último 15 de novembro. Poderão haver outras mudanças, mas apenas no decorrer destes dois últimos anos da atual legislatura. Além de Alex Redano, vão compor a nova mesa o deputado Jean Oliveira, como primeiro vice presidente; Marcelo Cruz, segundo vice; Jair Montes, primeiro secretário; Cirone Deiró, segundo secretário e Pastor Alex Silva, terceiro secretário.  

TODAS AS MULHERES ESTÃO CORRENDO RISCO DE MORTE

O Brasil soube, pasmo, de mais um caso de violência trágica contra as mulheres, num crime absurdo e covarde cometido contra uma juíza do Rio de Janeiro. É uma prova concreta de que as mulheres estão mesmo à mercê de seus “proprietários”, que as agridem, humilham e matam, sejam elas pobres moradoras de favelas ou bairros pobres, sejam ricas, vivendo em prédios luxuosos, na zona sul do Rio. A história da morte da juíza Viviane Amaral Arronenzi teve ainda mais um ingrediente terrível, porque envolveu a fiha mais velha do casal. Aos 12 anos, ela pediu à mãe, semanas atrás, que dispensasse a segurança de seis guarda costas que ela tinha, por sua função, mas também por medo do ex marido, que já a tinha agredido. O argumento da menina era de que o pai não era bandido. Pouco depois, o assassino esfaqueou a ex esposa na frente das filhas, inclusive daquela que o tinha defendido. Quanto tempo esse anormal ficará na prisão? Certamente não o merecido, porque será beneficiado por uma série de apoios que os criminosos têm na legislação brasileira. Já a pobre mulher, uma magistrada de respeito, que só queria continuar a viver sua vida, não terá benefício nenhum, porque estará embaixo da terra. Até quando vamos suportar isso?

EM UM MÊS, PERDEMOS 179 RONDONIENSES PARA A COVID

Enquanto o governo estadual, via Sesau, anuncia um completo plano de vacinação dos rondonienses, quando as vacinas chegarem, os números de infectados e mortos deram um salto, em apenas 30 dias. Do dia 26 de novembro passado (Boletim 253), até o dia do Natal (na sexta-feira, Boletim 280), tivemos nada menos do que 179 mortes. No primeiro caso, há um mês atrás, tínhamos 1.553 óbitos registrados em Rondônia. Neste, da sexta do Natal, chegamos a 1.732 óbitos. Esse número representa uma média de praticamente seis vidas perdidas a cada dia, nesse período em que a doença voltou com força, em várias regiões da cidade. O total de infectados, nesse período, saltou de 78.788 casos em 26 de novembro para 92.099, ou seja, 13.311 novos registros de infecção pelo vírus, o que significa uma média de 443 doentes a cada 24 horas. Em Porto Velho, o crescimento também foi muito forte, embora em 48 horas (véspera e dia de Natal), nenhuma morte tenha sido registrada na Capital. No Boletim 253 eram 804 as mortes até então registradas. Trinta dias depois, elas saltaram para 910. No cálculo, 106 porto velhenses se foram, numa média diária de 3,5 mortes.

PERGUNTINHA

Outdoor do governador João Dória, de São Paulo, lançado em Campo Grande, trazendo ele mesmo como garoto propaganda da futura campanha de vacinação, seria o pontapé inicial para a corrida da sucessão presidencial, daqui a 23 meses?

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