SEMELHANÇAS COM 64? COM 2 MILHÕES E MEIO NAS RUAS, TERÍAMOS A MESMA MULTIDÃO DE 1964

SUPER MANIFESTAÇÕES DE SETE DE SETEMBRO, INFELIZMENTE, NÃO CONSEGUIRÃO MUDAR O BRASIL
4 de setembro de 2021
O SCRIPT JÁ ESTAVA ESCRITO, COM UM FINAL INFELIZ: A GRANDE MAIORIA DO POVO BRASILEIRO É A PERDEDORA
8 de setembro de 2021

Não há dúvida de que o Brasil vai assistir, nesta terça-feira, uma das maiores mobilizações da sua história, defendendo a liberdade, a verdadeira democracia (não a democracia de gabinete, imposta de cima para baixo, por alguns poucos). Caravanas de todo o país, inclusive de Rondônia, de onde saíram pelo menos dois ônibus, além de dezenas de empresários e outros participantes, que foram de carro ou avião, estão em Brasília para o protesto desta terça. Só em São Paulo, são esperadas mais de 1 milhão de pessoas. Sobre isso, aliás, vale a pena algumas lembranças da nossa História. Toda movimentação de povo nas ruas, neste 7 de setembro, poderá ter a proporção daquela ocorrida em 1964, na famosa “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”. Naqueles dias que precederam o golpe militar e a derrocada do comunismo, que estava muito perto de se tornar realidade no país, nada menos do que 1 milhão de pessoas foram às ruas. Ou seja, mais de 1,2 por cento de toda a população brasileira da época (próximo a 82 milhões de pessoas), se uniram para pedir a intervenção militar, que acabou acontecendo. Hoje, o Brasil tem 212 milhões de habitantes, vive uma crise com algumas semelhanças com o antes de 64. Se tivermos 2,5 milhões de pessoas ou um pouco mais, neste 7 de setembro, se chegaria, então, proporcionalmente, a grandeza da mobilização popular de 57 anos atrás. Há alguma semelhança real entre os tempos que precederam o regime militar e o que estamos vivendo agora? Em algumas coisas sim, mas hoje a situação não é tão perigosa quanto a de 64, quando, segundo um dos mais famosos guerrilheiros da época, Fernando Gabeira, o que os comunistas queriam era “implantar a ditadura do proletariado” e jamais a democracia, como a conhecemos nos países livres.

Atualmente, um governo legitimamente eleito é desrespeitado, mas ainda há margem para muita conversa, muita negociação política, muita tentativa de acordo. Nos anos 60, a esquerda estava organizada, armada, tinha apoio de Moscou e da China e parte dos militares a apoiava. Hoje isso não existe. Há uma coesão nas Forças Armadas e são excepcionais os casos de que, nelas, existam os que defendem algo que não seja a mais ampla e geral democracia. O maior problema do Brasil, hoje, não é o STF, necessário e vital num regime democrático do qual tanto necessitamos. O grave problema são os atuais ministros, em sua grande maioria nomeados por governantes esquerdistas, que agora estão tomando medidas que protegem quem os nomeou. Resolvida essa questão, praticamente os maiores entraves para que sigamos em frente, democrática e livremente, estarão superados. Isso será resolvido com as multidões nas ruas neste 7 de setembro? Acreditar nisso é como acreditar em Papai Noel. Mas é o que nos resta, antes de situações muito piores. Esperemos para ver…

ARCEBISPO LIDERA MARCHA DOS EXCLUÍDOS, QUE ACONTECE NO 7 DE SETEMBRO

Em Porto Velho e, principalmente, nas grandes capitais do país, a oposição também vai se mobilizar, para protestar contra o governo. Em Porto Velho, onde concentrações chamadas por partidos de esquerda normalmente têm tido público pífio, dessa vez terão o apoio oficial da Igreja Católica. Segundo o site “Expressão Rondônia”, o arcebispo da Capital, Dom Roque Paloschi, vai liderar o movimento “Grito dos Excluídos”, exatamente na contramão dos apoiadores do governo Bolsonaro. Dom Roque considera muito importante a participação dos cristãos – e obviamente se refere muito mais aos católicos – também para protestar contra o aumento do custo de vida. Cartazes mostrando preços de alguns dos principais produtos que deram um salto nas prateleiras de açougues e supermercados, além do alto custo dos combustíveis, devem fazer parte do grupo contra o governo. As manifestações, para não haver risco de confronto com os apoiadores do governo, que virão pela BR 364 até o Espaço Alternativo, serão em frente ao Palácio do Governo, da Assembleia Legislativa e do Judiciário, mesmo que os prédios estejam totalmente vazios, pelo feriado do Dia da Pátria. Em tempos petistas, o “Grito dos Excluídos” era um grande evento, com mobilização de sindicatos e ônibus grátis para caravanas do interior. Nos últimos dois anos, o movimento esvaziou muito.

ELEIÇÃO DE 22 JÁ É ASSUNTO FERVENDO DA PORTA PARA DENTRO

Não tem outro assunto: a eleição de 22 já é pauta recorrente em todos os encontros de políticos, não os públicos, é claro, mas nas infindáveis conversas de bastidores. Enquanto da porta para fora praticamente todas as lideranças juram que ainda é muito cedo para falar de disputa para o ano que vem, em reuniões, encontros, conversas informais, já se trata de parcerias, alianças, nomes, projetos e tudo o que envolve mandatos vindos das urnas. Cinco nomes (e essa relação é apenas o começo, porque podem aparecer muitos outros nomes), têm sido os mais comentados. Um deles só entra na disputa se um dos pretendentes não estiver entre os candidatos. Vamos aos nomes: Marcos Rocha, que vai buscar a reeleição; Marcos Rogério, que se prepara, no Senado, para entrar na briga; Ivo Cassol, ex governador de dois mandatos e considerado uma candidatura muito viável; o também ex-governador e hoje senador Confúcio Moura e, por fim, o jovem Léo Moraes. Ele, contudo, só entraria na disputa, caso Ivo Cassol não for um dos concorrentes confirmados para a disputa pelo Governo. Confúcio ainda não confirmou sua candidatura, mas anda pelo Estado, deixando a dúvida no ar, mas jamais desmentindo que pretende ter sua foto na urna dos concorrentes ao Palácio Rio Madeira/CPA, em 22. A partir deste quinteto que pode entrar na luta pelo Governo, todos os dias surgem relações de possíveis candidatos ao Senado; à Câmara Federal e à Assembleia.Portanto, que ninguém se engane. A campanha política para 2022 já está fervilhando.





CALCÁRIO NÃO ESTRAGA! E JÁ FORAM DISTRIBUÍDAS QUASE OITO MIL TONELADAS

A informação dada por este Blog estava errada! Fonte ligada à Semagric, a Secretaria Municipal de Agricultura, informou que 300 toneladas de calcário estavam jogadas no pátio da secretaria e teriam sido perdidas, por estar longo tempo ao relento. O empedramento do calcário o teria tornado inviável para o uso, o que prejudicaria muitos produtores rurais que não receberiam o produto para melhorar a terra e aprimorar suas plantações. Tudo errado. Primeiro, o calcário que ainda resta no terreno da Semagric é apenas uma pequena parcela de perto de oito mil toneladas, das quais 7.700 já foram entregues aos produtores.  Segundo, o calcário não estraga. Caso tenha empedrado, basta bater com um martelo, por exemplo, que ele esfarela novamente e continua com todo o seu poder de melhorar a qualidade da terra, nas plantações e na criação de peixes. Terceiro: as 300 toneladas estavam abrigadas em bem público por deferência do então secretário Luiz Cláudio da Agricultura, que autorizou o uso da área para guarda do produto que não pertence ao município, mas aos próprios produtores. Ali, tudo ficou guardado sob uma lona, paga com dinheiro do próprio bolso de Luiz Cláudio, para apoiar os trabalhadores do campo, até que pudesse ser transportado para as áreas onde o calcário seria utilizado.

LUIZ CLÁUDIO É UM PARCEIRO DA AGRICULTURA E UM DOS MAIORES ESPECIALISTAS EM CALCÁRIO

A troca de comando na Semagric, aliás, tem muito mais a ver com política e com a eleição do ano que vem, do que qualquer outro motivo. Luiz Cláudio, duas vezes secretário de agricultura do Estado, nos governos de Ivo Cassol, foi também por dois mandatos, representante do setor na Câmara, com importante atuação. Ele é conhecido como um dos rondonienses que mais domina, com amplo conhecimento, todo o sistema da produção primária do Estado e é profundo conhecedor do agronegócio, de quem tem sido importante parceiro e, mais ainda, o maior especialista em calcário em Rondônia, segundo afirma um dos maiores produtores do Estado, o empresário César Cassol. Luiz Cláudio saiu da Semagric e foi nomeado pelo prefeito Hildon Chaves para a Secretaria dos Distritos, mas até a segunda-feira, ainda não tinha informado se aceita a nova missão. Quem comanda a Semagric, agora, é o advogado e professor Vinicius Miguel, recém nomeado para o posto. Luiz Cláudio, presidente regional do PL, aliás, é nome quentíssimo para uma disputa a uma das oito cadeiras rondonienses na Câmara Federal, no ano que vem…

SINDICATOS DE SERVIDORES QUEREM SER OUVIDOS ANTES DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

O passivo de 15 bilhões de reais do Iperon e o grande risco de insolvência do instituto de previdência do Estado, preocupa não só autoridades do Executivo, do Legislativo, do Judiciário e do Tribunal de Contas do Estado, mas, obviamente também, os sindicatos que representam os milhares de servidores, que podem perder suas aposentadorias. Por isso, um grupo de lideranças sindicais, compostas por diferentes entidades, começou a se movimentar, na tentativa de ser ouvida sobre a nova reforma previdenciária que está sendo debatida na Assembleia Legislativa. Nesta segunda-feira, a presidente do Sindicato dos Professores (Sintero), Leonilda Simão, juntamente com a presidente do sindicato dos servidores do judiciário (Sinjur), Gislaine Caldeira, ao lado do diretor financeiro do próprio Sinjur, Rafael Ricci, participaram do principal programa do rádio rondoniense no horário (Papo de Redação, com os Dinossauros, Parecis FM, de meio-dia às 14 horas, de segunda a sexta), para falar do complexo assunto. O principal pedido dos sindicatos é para que eles sejam ouvidos, antes da votação definitiva da reforma, o que deve acontecer ainda este mês, no parlamento rondoniense.   

EXCESSO DE ARRECADAÇÃO E COBRANÇA DE TRIBUTOS DE DEVEDORES PARA AJUDAR O IPERON

As entidades sindicais estão pedindo para que o prazo de debates acerca da questão Iperon seja ampliado e que o grupo de entidades classistas seja chamado, para poder dar a visão dos servidores e apresentar sugestões que possam ajudar a resolver o problema atual, mas também corrigir os que surgirão num futuro próximo. Segundo Rafael Ricci, do Sinjur, apoiado pelas presidentes dos dois grandes sindicatos, a proposta que está em discussão na Assembleia pode amenizar a crise, mas ela voltará com toda a força daqui a cinco anos, por exemplo. Os sindicatos pedem também que o Estado aumente seu percentual de participação na contribuição, utilizando o excesso de arrecadação, o que não prejudicaria qualquer investimento em áreas básicas, como saúde, educação, estradas e outros serviços prestados à população. Os sindicalistas lembraram que há muitos anos a arrecadação de Rondônia cresce bem além das previsões orçamentárias e que, atualmente, há mais de 2 bilhões de reais do superávit da arrecadação que poderiam ajudar na luta contra a insolvência do Iperon. Outros valores que poderiam ser destinados ao instituto seria parte da cobrança de seis milhões em ICMS, que o governo rondoniense está cobrando de devedores. O assunto ainda vai longe!





ALAN: SETE MILHÕES E MEIO EM EMENDAS DISTRIBUÍDAS, EM POUCOS MESES COMO DEPUTADO

Há 21 anos na vida pública, com quatro mandatos como vereador em Porto Velho, o deputado Alan Queiróz é um vitorioso na política rondoniense e, agora, um estreante na Assembleia Legislativa. Primeiro suplente, ele assumiu a vaga deixada pelo prefeito eleito de Cacoal, Adailton Fúria, que com pouco mais de dois anos como parlamentar, deixou o Legislativo para comandar a Prefeitura da sua cidade. Nesse pouco período em que está ocupando sua cadeira, o parlamentar tem percorrido todo o Estado, embora concentre suas ações principal em Porto Velho, seu principal reduto eleitoral. Conseguiu, por exemplo, apoio do governador Marcos Rocha, a quem elogia pela parceria e por fazer uma administração “com ética e com moralidade”, nada menos do que distribuir emendas de quase 7 milhões e meio de reais, quase o dobro do que um parlamentar tem direito, ao ano, em emendas impositivas. Alan disse que se preocupa com a questão da saúde pública, principalmente, não só na Capital como no interior. Está cobrando do governo, por exemplo, explicações sobre a demora de oito anos nas obras do hospital de Guajará Mirim e sobre a paralisação da licitação para o futuro Heuro em Porto Velho. Destacou ainda a doação de ambulâncias para as UPAs da sua cidade e várias outras ações. Alan pretende, em 22, concorrer à reeleição ao parlamento rondoniense.

 COVID: CHEGADA DA CEPA INDIANA ASSUSTA, DEPOIS DE QUASE DOIS MESES DE QUEDA

Ela chegou. Infelizmente. São, por enquanto, apenas sete casos, todos eles no interior, mas ao se descobrir que rondonienses foram infectados pela perigosíssima cepa indiana, já é motivo de grande preocupação para as autoridades da saúde pública e, obviamente, para toda a população. Isso ocorre num momento em que estamos prestes a comemorar a grande queda no número de óbitos, de novos casos da doença e do esvaziamento dos leitos hospitalares e UTIs. O secretário Fernando Máximo colocou um vídeo nas redes sociais, nesta segunda, pedindo que a população busque a segunda dose da vacina o mais rápido possível, porque essa é a única maneira para proteger os rondonienses deste novo tipo de vírus, que se espalha com muito mais rapidez do que se pode imaginar. É vital que se faça isso, porque das cerca de 1 milhão e 480 mil vacinas aplicadas até agora, segundo números oficiais do Ministério da Saúde e Sesau, menos de 488 mil foram da dose definitiva. Continuamos tendo menos de 100 pacientes internados com a Covid em todo o sistema hospitalar, entre redes públicas e privadas, o que dá uma sensação de grande melhora no combate à doença. Mas os cuidados com a cepa indiana deve fazer com que haja novas medidas de prevenção, para que não enfrentemos mais uma daquelas fases funestas da doença. Não há, ainda, mais informações sobre as sete pessoas afetadas, por aqui, com o vírus vindo da Índia.

PERGUNTINHA

Você também sentiu vergonha quando funcionários da Anvisa e policiais federais invadiram o gramado no jogo entre Brasil e Argentina, encerrando a partida pelas eliminatórias da Copa ou achou uma ação correta por causa da pandemia?

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