Artigo editado em: 30 de agosto de 2025
A decisão já estava tomada há vários dias. Só não foi anunciada antes por estratégia, porque alguns detalhes precisavam ser definidos. Mas só quem é ingênuo na política poderia imaginar que a mais forte liderança do partido em Rondônia, o governador Marcos Rocha, fosse excluído de qualquer plano de comando em relação ao União Brasil e, agora, à Federação que o uniu ao PP. Dias atrás, quando houve a oficialização da Federação, já estava tudo alinhavado para que Rocha assumisse como comandante em chefe dela no Estado que ele governa. Houve floreios e desvios no foco central, mas as conversações já estavam adiantadas e só faltava a batida do martelo.
Marcos Rocha e seus aliados conversavam com o presidente nacional do União Brasil, Antonio de Rueda, uma voz muito poderosa dentro da nova Federação recém formada. O União, aliás, ficou, no acordo feito com o PP, com o poder de indicar o candidato ao Governo. Marcos Rocha, além de ter este poder a partir de agora, tem também a garantia da vaga para concorrer ao Senado, que é a sua grande meta para o ano que vem.
Mudam muitas coisas, neste pacote de decisões políticas. Confirma-se, definitivamente, a liderança de Rocha no Estado; seu poder de articulação em relação às negociações partidárias e, ainda, consolida sua posição de coordenador de um projeto eleitoral que seguirá agora sob sua orientação e seu comando. Ele decidirá quem será o candidato ao Governo, que pode ser Sérgio Gonçalves (o mais provável, já que tem o aval do diretório nacional) ou outro nome, inclusive alguém do PP e a partir de agora começa a conversar com o poder decisório na mão.
Enfim, Marcos Rocha conquista para si um direito que parecia óbvio no mundo do poder, mas que em Rondônia ainda estava sendo questionado. Usou o Governador de talento de negociador político, o fez não como carioca que é, mas como se fosse mineirinho, silenciosamente e foi tomando posse do que, na verdade, já era dele. Claro que nestes dias os bastidores fervilharam e muita coisa do que aconteceu não chegará ao público, mas a verdade é que, definitivamente, agora, em relação às eleições de 2026, as coisas começam a ficar claras sobre para que mãos o poder político está caminhando.
CASSOL PODE ENTRAR, BRAGUIN É A NOVIDADE E HILDON DIZ QUE SUA CANDIDATURA É IRREVERSÍVEL
Por falar em Governo, os nomes para a corrida ao Palácio Rio Madeira/CPA começam a se se movimentar com intensidade cada vez maior. Nesta semana, é muito provável que seja decidida a questão que envolve o nome de Ivo Cassol, já que há uma possibilidade real de que seja votada a mudança na legislação eleitoral que o autorize a disputar o pleito. Caso Cassol entre no jogo, é certo que Adailton Fúria, o jovem prefeito de Cacoal, não disputa o Governo. Ele repetiu isso em várias entrevistas. Fernando Máximo provavelmente se manterá candidato, assim como o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves. Numa entrevista ao jornalista Robson Oliveira, Hildon confirmou que sua candidatura é irreversível. Sérgio Gonçalves também já está na disputa.
Quem mais? A novidade surgida nos últimos dias é a possibilidade concreta de que o comandante da Polícia Militar de Rondônia, o Coronel Régis Braguin, seja candidato ao Governo. Nada definitivo ainda, mas ouve-se nos bastidores que ele teria o aval de vozes poderosas do atual governo. Claro que como a possibilidade surgida ainda é embrionária, as decisões sobre o tema, não se pode chamar de concretas, mas Braguin aparece, de surpresa, como um nome extremamente viável. Tão viável que, mal se noticiou que ele poderia concorrer e já começou a ser atacado pelos adversários. É bom sinal!
Caso Ivo Cassol possa mesmo concorrer (seu vice pode ser o jornalista e ex-deputado Everton Leoni, convidado, mas que ainda não respondeu) haverá certamente mudanças significativas no quadro atual. Sem Fúria, que apoiará Cassol nesta hipótese, sobrariam o bom de voto Fernando Máximo; Hildon com sua história de dois mandatos de sucesso em Porto Velho; Sérgio Gonçalves, com o aval do União Brasil e Braguin como a novidade. A um ano da eleição, as coisas começarão a clarear em breve.
MENOS 366 MIL ASSENTOS; MENOS 56 POR CENTO DE VOOS: RONDÔNIA TEM PIOR TRATAMENTO PELAS AÉREAS NO BRASIL
O número de assentos disponíveis nos aviões, para os passageiros de São Paulo, aumentaram em mais de seis milhões em uma década. Já os pernambucanos tiveram um acréscimo de mais 1 milhão e 400 mil assentos, no mesmo período. E Rondônia? Segure-se em suas cadeiras, caros amigos: nós aqui tivemos 366.532 assentos a menos. Isso mesmo: em dez anos, perdemos mais de 366 mil assentos, simplesmente porque as companhias aéreas reduziram seus voos para cá em mais de 56 por cento neste tempo. Os números, tristes números, não são aleatórios ou inventados pelo Escudo Coletivo, organismo de defesa do consumidor que tem à frente o conhecido advogado Gabriel Tomasete. Nada disso. Os dados são de uma pesquisa publicada no site de turismo PanRotas.
Os números são oficias. Rondônia é hoje o Estado que ocupa a última posição no país em oferta aérea, mesmo que todos os voos decolam e aterrissam aqui sempre superlotados. Em dez anos, segundo o estudo, caímos de 6.017 voos para apenas 2.650. Tínhamos 788 mil assentos e hoje temos pouco mais de 421 mil. É vergonhoso o que o rondoniense está enfrentando, pela inércia da ANAC e pelo desprezo das empresas aéreas, que cada vez mais nos oferecem menos voos e nos tratam cada vez pior.
Nesta semana, mais um vexame. Voo da Gol que saiu de Porto Velho, com escala em Manaus e terminando em Brasília, atrasou várias horas. Isso porque, sem qualquer aviso prévio, começou um serviço de conserto na pista do aeroporto da Capital amazonense, o que atrasou a segunda etapa da viagem em pelo menos quatro horas. Rondonienses com compromissos importantes em Brasília, os perderam todos os agendados pela manhã. Claro que haverá várias ações para reparação de danos, mas a tendência é que raros tenham decisões a favor dos clientes lesados. Lamentável!
SEM ACORDO, SINDICATO MÉDICO ANUNCIA GREVE NO ESTADO A PARTIR DESTA PRÓXIMA TERÇA
Houve muitas reuniões, propostas, reivindicações, análises por parte do Governo, mas, no final das contas, não houve acordo. O Sindicato dos Médicos de Rondônia, o Simero, depois de uma assembleia , decidiu que a categoria vai entrar em greve, a partir desta terça. Segundo o presidente do sindicato, dr. Luiz Maiorquin, o governo informou que não haverá propostas para a saúde e ainda sinalizou que, a partir de 2026, “os investimentos no setor deverão ser reduzidos, não houve mais como conter a decisão da categoria”. Há poucos dias, o Governo conseguiu segurar uma greve dos professores, patrocinada pelo Sintero, com o atendimento de algumas reivindicações e a pacificação do sindicalismo da Educação. Agora, é a vez da saúde.
O governo rondoniense tem planos especiais para a saúde, provavelmente já a partir do ano que em. Um dos principais é a privatização de parte da saúde pública, com investimentos pesadíssimos. A construção do Hospital de Urgência e Emergência é outra meta para ser iniciada em breve, apenas para exemplificar. Há muitos planos que ainda estão sendo estudados, para dar um salto na saúde estadual já a partir dos próximos meses e talvez por isso não tenha havido ainda acordo com os médicos, que, realmente recebem salários baixos no Estado.
Até a noite do sábado, a Sesau ainda não havia se pronunciado sobre o assunto. Em nota, a diretoria do Simero afirma que “a decisão pela paralisação, traduz a insatisfação generalizada da categoria, que considera a decisão como a única alternativa para pressionar o Governo a reconhecer a importância dos profissionais e a necessidade urgente de investimentos na saúde pública”.
JUSTIÇA PARTIDÁRIA? É ELA QUE VAI COMANDAR UM JULGAMENTO HISTÓRICO, A PARTIR DESTA TERÇA-FEIRA?
A segunda-feira que se aproxima vai ser uma data importante para a moderna história do país. O STF começa a julgar um ex-Presidente brasileiro por um crime que não houve e a tendência é de que, ao final, seja anunciada a decisão já tomada antes mesmo do julgamento: uma condenação duríssima à prisão, com uma pena tão pesada quanto as receberam a velhinha da bíblia, a mulher que pintou uma estátua de batom e outros centenas de brasileiros que participaram de um ato de vandalismo, mas são considerados quase como terroristas, golpistas que, sem terem usado uma só arma ou disparado um só tiro, teriam praticado um golpe de Estado.
Todo o cenário está montado para que uma narrativa criada pelo governo Lula, com total apoio da ampla maioria dos ministros da Suprema Corte, seja transformada em fato e em crime. Haverá mesmo Justiça ou apenas vingança? Todos os olhos e ouvidos do Brasil estarão voltados para a Primeira Turma do STF, que, é muito provável, decida por uma condenação de até quatro décadas de cadeia para Jair Bolsonaro, fato já considerado como muito provável, mesmo semanas antes de se começar o julgamento propriamente.
A associação do Executivo com o Judiciário, no seu mais alto escalão, mudou completamente todos os parâmetros que haviam no país, em relação à aplicação da verdadeira Justiça. Ignorando muitos dispositivos Constitucionais, em nome de uma pretensa “defesa da democracia”, o que está acontecendo hoje é um confronto de forças ideológicas, em que magistrados que deveriam ter imparcialidade e deveriam estar muito distantes desta guerra política, tomaram partido e nela estão sendo protagonistas. Infelizmente, é este o Brasil dos dias atuais…
CANEDO EXPLICA COMO AS NOVAS REGRAS DO CÓDIGO ELEITORAL VÃO AFROUXAR A LEI DA FICHA LIMPA
Há sim, possibilidades reais de que o novo Código Eleitoral seja votado ainda antes do início de outubro, para que suas novas normas já valham para a eleição de 2026. A opinião é do advogado e especialista em Direito Eleitoral, Nelson Canedo, ao ser questionado sobre o tema. Canedo tem divulgado vários vídeos em suas redes sociais, comentando o assunto e dando dicas sobre as modificações que podem ocorrer nas leis que vão reger a disputa nas urnas no ano que vem. Uma delas explica uma das principais mudanças, relacionada com a Lei da Ficha Limpa. Caso aprovado o dispositivo, todos os que perderam seus direitos políticos, não importa quanto tempo tenham sido punidos, os recuperarão em oito anos no máximo.
Segundo Canedo, a nova legislação projeta afrouxar as regras da inelegibilidade. Ele lembra que atualmente a proibição de participar de eleições pode chegar a até 16 anos, em casos de condenações mais graves. Contudo, pela nova proposta que está prestes a ser votada no Congresso, destaca, o afrouxamento atingirá também os casos mais graves, determinando o tempo de inelegibilidade, em todos os casos, inclusive os de condenações mais graves, no máximo em oito anos.
Para o Nelson Canedo, é importante que o eleitor tome conhecimento das mudanças que estão prestes a serem implantadas no novo Código Eleitoral. Qual a sua opinião sobre esta nova medida, questiona o especialista? Ele inclusive pede que os internautas opinem sobre o complexo tema, através das suas redes sociais.
PRESIDENTE REGIONAL DO PARTIDO, APARÍCIO CARVALHO PARTICIPA DA CELEBRAÇÃO DOS 20 ANOS DOS REPUBLICANOS
O presidente estadual do Republicanos em Rondônia, Dr. Aparício Carvalho, participou ativamente da programação em comemoração aos 20 anos de fundação do partido Republicanos, realizada em Brasília na semana passada. Aparício Carvalho esteve acompanhado de seu filho, deputado federal por Rondônia, Maurício Carvalho, reforçando a representatividade de Rondônia nesse momento histórico. O evento reuniu lideranças nacionais, estaduais e municipais, consolidando-se como um marco na história da legenda, que hoje ocupa posição de destaque no cenário político brasileiro. Entre as várias atividades, a programação contou com a primeira reunião nacional de presidentes estaduais, que aconteceu na sede nacional do partido, além de uma sessão solene na Câmara dos Deputados em homenagem às duas décadas de existência do Republicanos, e, à noite, uma grande celebração no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
Atualmente, o Republicanos é o sexto partido com maior representatividade no Congresso Nacional, fruto de uma trajetória pautada na união, na defesa da família e no compromisso com o desenvolvimento do Brasil. Durante os encontros, foi destacada a importância do engajamento de todos os filiados no fortalecimento da sigla, tanto nos estados quanto em âmbito nacional, ressaltando os princípios que guiam a legenda: ética, cidadania e compromisso público.
Nesse contexto, vale destacar também o papel da Faculdade Republicana, mantida pelo partido, como símbolo do compromisso com a educação e a formação cidadã. Essa iniciativa dialoga diretamente com a trajetória do Grupo Educacional Aparício Carvalho, presidido pelo Dr. Aparício Carvalho, que há décadas atua na formação de milhares de jovens em Rondônia, contribuindo para o desenvolvimento regional e nacional. A educação, portanto, se apresenta como um valor compartilhado entre o partido e a liderança do Dr. Aparício, ambos empenhados em preparar cidadãos conscientes e comprometidos com o futuro do Brasil. O dr. Aparício Carvalho ressaltou que a participação de Rondônia neste momento histórico é fundamental.
FORAM 840 MIL RAIOS EM DOIS MESES DO ANO PASSADO. POR ISSO, A ENERGISA SE PREPARA PARA ENFRENTAR AS TEMPESTADES
Não basta prestar bons serviços; ter estrutura; ter investido mais de 3 bilhões e 600 milhões de reais em poucos anos em Rondônia; criar uma estrutura que está levando energia elétrica a praticamente todos os recantos do Estado. A Energisa precisa também se preparar para enfrentar situações de crise, como as tempestades que nos atingem principalmente nos meses de setembro e outubro, todos os anos. Foi com esta intenção que a empresa apresentou, nesta semana, o Plano de Contingência 2025. O encontro, que reuniu jornalistas e representantes de órgãos públicos, teve como objetivo mostrar as estratégias, investimentos e ações preventivas para enfrentar o período de maior instabilidade climática do ano no estado: a estação das tempestades, marcada por fortes rajadas de vento e raios, especialmente nestes dois meses.
Com quase 80 por cento da rede elétrica instalada em áreas rurais de difícil acesso, a concessionária reforçou que as condições do estado exigem operações complexas durante ocorrências climáticas severas. Estradas deterioradas, terrenos alagados e mata fechada fazem parte da rotina das equipes de campo. Além disso, as fortes rajadas de vento, comuns nessa época do ano, podem arremessar objetos como galhos e telhas contra postes e cabos, provocando interrupções no fornecimento. Segundo a Energisa, nesses casos são montadas verdadeiras “operações de guerra”, com eletricistas mobilizados 24 horas por dia, sete dias por semana, além da utilização de veículos pesados, subestações móveis de energia e maquinários específicos para restabelecer o serviço com rapidez e segurança.
O monitoramento meteorológico da Energisa, feito em tempo real pela empresa NetClima, permite prever e agir diante de tempestades. Apenas nos meses de setembro e outubro de 2024, Rondônia registrou mais de 840 mil raios, um aumento de 772 por cento em relação à média dos demais meses do ano. Em alguns pontos, os ventos chegaram a 100 km/h, provocando quedas de árvores e destelhamentos. Em situações emergenciais, a Energisa orienta que a comunidade entre em contato imediatamente pelos canais de atendimento: 0800 647 0120 (24 horas), WhatsApp Gisa (69 99358-9673), aplicativo Energisa On ou pelo site www.energisa.com.br.
MORRE O ÚLTIMO GRANDE HUMORISTA BRASILEIRO. AGORA SÓ NOS RESTA O MAU GOSTO DO POLITICAMENTE CORRETO
Eles são cada vez mais raros e estão indo embora. Perdemos Chico Anísio, Costinha, Ronald Golias, todos gênios de textos e outros apenas ide intepretação do melhor que o Brasil já produziu. E agora perdemos outro: Luiz Fernando Veríssimo, o melhor texto criativo que este país já teve, desde que conhecemos o humor como uma das principais qualidades do brasileiro. Aos 88 anos, o filho de Érico Veríssimo (outro gênio, mas daí da literatura sul-riograndense, do Brasil e do mundo) morreu depois de vários dias internado. Luiz Fernando foi uma espécie de antecessor de tudo de moderno que o humor brasileiro teve até recentemente, quando se tornou uma verdadeira fonte de tristeza, tal a incapacidade de alguém rir do que se pode rir. O politicamente correto acabou com nosso humor!
Ele começou na redação do jornal Zero Hora, pertencente à família Sirostsky até hoje, levado pela amizade do seu pai com Maurício, o patriarca do jornal, que também morreu cedo. No final dos anos 60, depois de atuar muito tempo como revisor do noticiário esportivo, começou a publicar seus textos humorísticos, rapidamente se tornando um novo ícone gaúcho e, anos depois, de todo o país.
Alguns dos seus personagens se eternizarão no humor brasileiro, mas deles, sem dúvida, foi o “Analista de Bagé” o principal deles. Um gaúcho grosseiro, que atendia seus pacientes não num sofá, mas num pelego. Mas antes dava um joelhaço em todos que atendia. Humor de primeira, sensacional! A peça do “Analista” ficou em cartaz anos a fio em vários teatros do país. Outra criação sua, o Detetive Ed Mort também está no rol dos personagens que não se pode esquecer. Com a morte de Veríssimo, enterra-se o último grande humorista brasileiro. A partir de agora, que se fique com o besteirol sem graça das piadas ainda não proibidas pelo politicamente correto.
PERGUNTINHA
Você acha que há algum fundo de verdade em que apontam algumas das investigações da Polícia Federal de que a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) estaria por trás de pagamentos de pesquisas de alguns institutos, que tinham seus resultados divulgados pela grande mídia, principalmente pela TV Globo, durante a última eleição presidencial?