Artigo editado em: 08/10/2026
Estarão cutucando as feras com vara curta, ao ponto de as encurralarem e partirem para o ataque? Será inteligente, a cerca de 100 dias da posse do novo Congresso, os recém eleitos invadirem as redes sociais avisando que seus primeiros atos serão para destruir ministros da Suprema Corte?
Obviamente que dos novos 54 senadores, 49 são de direita e conservadores. Com as adesões à candidatura de Flávio Bolsonaro da Federação União Brasil/PP; dos derrotados nas urnas Ronaldo Caiado e Romeu Zema, entre tantos outros, fica reforçada a certeza de que haverá, a partir de 1º de fevereiro do ano que vem, votos suficientes para o impeachment de ministros do STF.
A questão é: as dezenas de vídeos dos senadores e deputados federais eleitos, avisando que Alexandre de Moraes será retirado a fórceps do STF e que, a partir daí, responderá por inúmeros crimes, não é uma tática antecipada perigosa? Ameaçar agora quem já está acuado, será a forma correta de fazer uma limpa no tribunal, que se transformou no braço jurídico do atual governo?
Caso Flávio Bolsonaro seja eleito (e as chances são imensas, quase na base dos 90 por cento) Lula, seu irmão, seu filho e pelo menos três ministros do Supremo, sabem o que lhes espera. Além de Moraes, os avisos via vídeos pelas redes sociais, já anunciam o mesmo caminho para Flávio Dino e Gilmar Mendes, pelo menos. Mas poderá haver outros!
Há que se falar as coisas com clareza: ainda têm a força os que cometeram tantas heresias contra o Brasil, nos últimos anos. Estão a um passo do cadafalso. O que receberão, certamente todos já sabem. E é por isso que as feras feridas estão tão acuadas, que se tornam ainda mais perigosas.
Ameaçar, vociferar, anunciar que não terá anistia alguma; que não haverá acordos; que não haverá qualquer negociação que possa deixar ao menos uma fresta para que todos os que estão apavorados com o resultado das urnas, tenham alguma chance de não serem trucidados, pode ser arriscado.
Eles têm ainda, pelo menos por mais três meses, o poder máximo e, principalmente os ministros desesperados do STF, continuam governando o país. E continuarão fazendo isso, ao menos até a posse de Flávio Bolsonaro, virtualmente o novo Presidente da República, mas principalmente do novo Congresso.
Poderosos que cometeram tantos ataques contra o Brasil; que se transformaram em partido político para prender gene inocente; que sabem o que lhes espera, mas ainda têm o poder, podem sim praticar outros gestos de loucura.
Não estão mortos ainda (claro no sentido figurado) ao menos até o ano que vem!



FLÁVIO BOLSONARO RECEBE MARCOS ROGÉRIO E DIZ QUE NO SEU GOVERNO, RONDÔNIA SEMPRE TERÁ AS PORTAS ABERTAS
Mal passaram as comemorações pela grande vitória nas urnas no último Domingo e o governador eleito Marcos Rogério já entrou de corpo e alma na campanha do seu amigo Flávio Bolsonaro. Num encontro em Brasília, nesta quarta, o rondoniense que assume o poder no Estado no início de janeiro, Rogério disse a Flávio que estará ao lado dele na campanha do segundo turno e destacou seu Estado como destaque nacional.

Rondônia foi o único Estado brasileiro em que Flávio Bolsonaro venceu Lula em todos os municípios. O PL, partido do presidenciável, elegeu não só o Governador, como os dois senadores e ainda três deputados federais. Num vídeo que gravou ao lado de Flávio, o Governador eleito relatou este sucesso nas urnas e disse que Rondônia vai dar um percentual ainda maior, no segundo turno, do que os mais de 67 por cento que deu ao candidato.
Flávio não poupou elogios ao novo governante recém eleito no nosso Estado e garantiu: no seu governo, caso eleito, “Rondônia sempre terá portas abertas”, disse textualmente. Caso se eleja, o presidenciável do PL já prometeu que vai retomar discussões sobre temas importantes para nosso Estado, como por exemplo, o preço absurdo dos pedágios na BR 364.
Durante a campanha, o próprio Flávio veio a Rondônia, em encontros em Ji-Paraná, pedir votos para Marcos Rogério, Fernando Máximo e Bruno Scheid. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também tem muitos amigos no Estado. Entre eles, os membros da família Carvalho. Aparício e dona Silvia Carvalho, pais de Maurício e Mariana Carvalho, tem com o presidenciável uma longa e antiga relação de amizade.



A DUPLA ELEITA AO SENADO JÁ ESTÁ NA LUTA PELA ELEIÇÃO DE FLÁVIO BOLSONARO, NO SEGUNDO TURNO
Também os dois senadores eleitos de Rondônia já estão no trecho, ambos firmes na campanha de segundo turno, para ajudarem na eleição de Flávio Bolsonaro, aliás, amigo particular de ambos. Fernando Máximo já apareceu em vídeos, ao lado de Flávio, em Brasília. Scheid também chegou à Capital Federal e gravou uma Live, avisando que está de corpo e alma na campanha e informando que “não haverá anistia”, em relação ao ministro Alexandre de Moraes.

Ao lado do candidato mais votado no primeiro turno da eleição presidencial, Máximo avisa que “estou aqui com o futuro Presidente, pra tocar a campanha e ajudar no que for preciso”. Brincou avisando que “estou aqui até para trocar pneu de carro e dirigir, se for preciso”. Ouviu de Flávio Bolsonaro que “Rondônia merece parabéns por mandar para cá este cara excepcional, que vai ser um grande senador”!
Já Bruno Scheid fez a primeira Live depois de eleito, chegando em Brasília. Agradeceu novamente a enorme votação e que está satisfeito porque, segundo ele, “a campanha do Flávio vai dar tudo certo, ainda mais com 100 por cento dos municípios de Rondônia dando a vitória a ele”.
O senador recém eleito prometeu muito trabalho e garantiu: sem anistia para Moraes e sem anistia para ninguém. “Não é assim que eles tratam a gente?”, questionou. E avisou: “é assim que nós vamos tratar a eles”. Não tem acordo, afirmou, reafirmando que a eleição de Flávio Bolsonaro vai começar a mudar o Brasil para melhor.



ERROS E ACERTOS: UM RESUMO DO QUE UM BLOGUEIRO ANALISOU ANTES DA ELEIÇÃO DO DOMINGO

O que se acertou e o que se errou na eleição. Este blogueiro, como quase todos que vivem de comentários políticos, teve seus acertos e erros na eleição. A pior previsão é que haveria segundo turno na eleição ao Governo, a partir de um raciocínio incorreto que de Fúria poderia ter, na Capital, muito mais voto do que realmente teve. Outra previsão errada: que haveria pelo menos metade de renovação na Assembleia Legislativa.
Mas houve muitos acertos também. Um deles, que Lúcio Mosquini seria o candidato na Câmara Federal mais votado. Obviamente que jamais se imaginou sequer de perto de que ele superaria os 148 mil votos. A previsão, na verdade, é que ultrapassaria os 80 mil. Fez quase o dobro disso.
Erro: previsão que o prefeito Léo Moraes elegeria apenas um deputado federal. Elegeu dois: Jaime Gazola e Cristiane Lopes. Acerto: que o PL elegeria dois senadores, embora sempre houve a sombra de duas mulheres (Silvia Cristina e Mariana Carvalho).
Outro erro: embora não publicado, por questões óbvias, este jornalista se desculpa por ter subestimado o poder de voto do deputado e ex-prefeito de Ariquemes, Thiago Flores. Ele foi o terceiro parlamentar mais votado em Rondônia do alto dos seus 43 mil votos. Chega, com todos os méritos, a mais um mandato, como o grande nome de Ariquemes no Congresso Nacional, agora que Confúcio Moura encerra seu mandato.



SEM AVISO, CÂMARA DEMITE MAIS DE 700 E CAUSA PÂNICO NÃO SÓ AOS SERVIDORES COMO TAMBÉM AOS PRÓPRIOS VEREADORES
Pânico geral pelos lados da Câmara de Vereadores de Porto Velho. Numa só canetada, o presidente Gedeão Negreiros demitiu 700 comissionados (há quem fale em 750), dizendo atender exigências do Tribunal de Contas do Estado. Há muito tempo a boataria a solta nos corredores do Poder de que haveria demissões, mas ninguém imaginava o tamanho delas.

Menos de 72 duas horas depois da eleição, em que três vereadores foram eleitos (Sofia Andrade para a Câmara Federal; Fernando Silva e Dr. Gilbert para a Assembleia) o presidente da Casa caneteou as demissões, inclusive sem ter informado nenhum dos seus pares. Os vereadores, assim como seus assessores, foram pegos de surpresa.
Alguns deles, ao chegarem em seus gabinetes, souberam que ficaram com apenas dois assessores: um chefe de gabinete e uma assessora para digitar projetos e outros detalhes. Entre os servidores, alguns que se dedicaram às campanhas dos seus chefes (incluindo a da esposa do presidente Gedeão, Gláucia Negreiros, que não se elegeu por poucos votos) pareciam não acreditar no que está acontecendo.
Nos bastidores, fala-se que aliados ao prefeito Léo Moraes foram ao prédio do Relógio pedir socorro. Gedeão Negreiros emitiu uma longa nota, colocando a responsabilidade das demissões em exigências do Tribunal de Contas e pela necessidade de abrir espaço para aprovados em concursos realizados pela Câmara.
O caso ainda terá desdobramentos nos próximos dias.



JÁ COMEÇARAM AS CONVERSAÇÕES PARA ESCOLHA DO NOVO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA, COM VÁRIOS NOMES COTADOS
Quem será que vai comandar a Assembleia Legislativa, a partir de 1º de fevereiro do ano que vem? Obviamente que as negociações já começaram, com fortes possibilidades de que o principal nome saia do PL, que fez a maior bancada. Nesta teoria, o nome seria o do deputado Alan Queiroz, que entra em seu terceiro mandato.

Contudo, nunca se bate o martelo antes de supor que outros parlamentares, entre os mais experientes, tenham cacife para negociações políticas que possa, levá-los ao cobiçado posto.
Não se pode esquecer do duas vezes campeão de votos para o parlamento estadual, o deputado Laerte Gomes, que já presidiu a Casa. Duas vezes presidente, Alex Redano retorna para mais um mandato e nunca se pode ignorar o poder que ele tem entre seus colegas.
Entre os que ainda não presidiram a Casa, cujo nome tem sido citado em algumas rodas de conversa, é o do deputado Ismael Crispin. Sétimo mais votado no Estado, com mais de 24 mil votos, se sondado Crispin vai topar o desafio.
Outro nome quente nesta relação é o do delegado Lucas Torres, o quarto com maior votação, superando os 28 mil votos. É do PL e é uma liderança consolidada na ALE.
As conversações já começaram e, obviamente, o grupo político do governador eleito no primeiro turno, Marcos Rogério, terá importância decisiva na escolha do novo presidente.



OITO DEPUTADOS FEDERAIS ELEITOS SOMARAM MAIS DE 404 MIL VOTOS NA ELEIÇÃO DO DOMINGO
Rondônia renovou apenas três cadeiras, reelegendo cinco dos seis membros da atual bancada. Do sexteto que concorreu, apenas Rafael Fera não conseguiu voltar à sua cadeira. Dos oito que vão tomar posse em fevereiro do ano que vem, Lúcio Mosquini entra para história, com mais de 158 mil votos, 56 mil a mais do que o recorde anterior, que era de Marinha Raupp.

No total, os oito somaram um total de 404.424 votos, alguns concentrados na sua região e outros fazendo votos em praticamente todas as regiões do Estado. A maior surpresa foi a reeleição espetacular do ex-prefeito de Ariquemes, Thiago Flores, que teve mais de 43 mil votos, 20 mil a mais do que conseguiu na sua primeira eleição, em 2022.
Outra curiosidade: a nova bancada terá três mulheres, uma reeleita, duas novatas. Foram eleitas Joliane Fúria e Sofia Andrade. Cristiane Lopes manteve seu mandato. As três juntas, somaram 111.517 votos.
Além de Mosquini, o campeoníssimo das urnas e Thiago Flores, foram eleitos o Coronel Chrisóstomo, que teve (51.487 votos); Maurício Carvalho (36.242) e Jaime Gazola (35.598). Mosquini, o deputado que veio de Jaru, conquistou o seu quarto mandato, atingindo um volume tão imenso de votos, que nem ele e nem sua equipe puderam prever o enorme sucesso.
Somando a votação de todos os oito, eles receberam mais de 404 mil votos.



VENCEDOR EM VÁRIOS ELEIÇÕES, CANEDO COMEMORA VITÓRIAS DE SEUS CLIENTES MARCOS ROCHA E FERNANDO MÁXIMO
Nada de sorte. Talento, dedicação, muito trabalho. O advogado Nelson Canedo, especialista em Direito Eleitoral, tem sido um dos grandes vencedores das últimas eleições no Estado. Além de pé quente e profundo conhecedor da legislação eleitoral, Canedo tem somado vitórias dos candidatos que representa, em várias eleições.

Um dos eventos importantes ocorreu em 2022, quando ele coordenou a campanha jurídica do governador eleito Marcos Rocha e de seu vice, Sérgio Gonçalves. Posteriormente, também venceu em todas as instâncias as tentativas de adversários, quando pediram a perda do mandato de ambos.
Em 2024, Canedo foi o representante legal do prefeito Léo Moraes, conseguindo outra vitória memorável, quando se imaginava que a eleição estivesse perdida. Canedo lembra que foi “a maior virada entre todas as capitais brasileiras, que tiveram segundo turno nas eleições municipais de 2024”.
Agora, mais dois resultados históricos. Canedo atuou como advogado não só do governador eleito no primeiro turno, Marcos Rogério, como do senador eleito Fernando Máximo, que teve mais de 570 mil votos.
O especialista em Direito Eleitoral registra sua atuação em campanhas políticas desde 2012, sempre acumulando vitórias. Trabalha dura, sempre está atualizado e tem a credibilidade somada ao talento, recebendo sempre total confiança dos seus clientes. Por fim, Canedo comemora: “Nunca foi sorte. Foi uma história construída eleição após eleição, sempre na linha de frente.”



SUPREMO DECIDE DEPOIS DA ELEIÇÃO SOBRE A REVISÃO DA PENA DE JAIR BOLSONARO. ELE SERÁ LIBERTADO?
Será depois do seguindo turno da eleição, mas vai acontecer e com uma rapidez até há pouco jamais cogitada. O Pleno do STF deve julgar a revisão da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro. Depois da explosão dos votos da direita; da eleição de uma imensa maioria de senadores e deputados federais, de uma hora para outra a tendência na Suprema Corte mudou. Se Flávio Bolsonaro for eleito Presidente, é quase certo que seu pai sairá do injusto cativeiro em breve.

Jair Bolsonaro, ainda doente e depois de passar por sete cirurgias, foi condenado por um golpe inventado pelos governistas e por seus aliados, principalmente o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Foi condenado a mais de 27 anos de prisão. Agora, está em prisão domiciliar, incomunicável, sem ter acesso às redes sociais e, pior de tudo, proibido de receber as visitas dos próprios filhos.
Com a pressão vinda das urnas, quando o bolsonarismo saiu delas mais forte do que nunca, uma sinalização de um pacote de bondades começou a sair do STF. O próprio Moraes, o carrasco, mudou decisões, como, por exemplo, mandar para prisão domiciliar a Débora do Batom, uma mulher pobre e que nunca sequer tinha entrado numa Delegacia, condenando-a a 14 anos de prisão.
Além de tudo, aquele que era o ministro mais poderoso da Corte, que tinha tudo o aval do Planalto e dos seus colegas, começou a ser abandonado por todos. Já não governa mais o país com suas decisões monocráticas. O escândalo do Banco Master ainda o colocou numa situação bem pior.
Por tudo isso, Jair Bolsonaro está muito perto de deixar a prisão, um ano depois de condenado. Esperemos para ver o que vai acontecer.



PERGUNTINHA

Com ampla maioria na Câmara Federal e, principalmente no Senado, você acredita que a partir de 2027, vai acabar de vez a ditadura da toga no Brasil ou o novo Congresso vai se acovardar como o atual, sentando em cima de propostas que podem decidir pelo impeachment de ministros da Suprema Corte?


