Artigo editado em: 03/10/2026
Há dois anos, um experiente jornalista fez uma previsão assustadora: poderia até não haver eleição em 2026 e, se houvesse, não era certo que o eleito tomaria posse. Foi criticado por colegas e por quem ouviu a sombria leitura do futuro. Era 2024 e recém o poder tinha sido tomado pela maioria dos ministros do STF. “Serão eles quem decidirão se haverá alternância no poder ou não!”, vaticinou o escriba que se travestiu de Mãe Dinah.
Chegamos à eleição de outubro de 2026. O domingo em que milhões de brasileiros irão às urnas, no primeiro turno da eleição presidencial e para a maioria dos governos estaduais. E qual o sentimento, agora, depois de todas as intervenções não só de ministros do STF, como tanto do TSE, como a que impôs censura à poderosa Rede Globo, para não prejudicar o candidato oficial de grande parte do Judiciário brasileiro, o atual presidente Lula?
O sentimento para os otimistas é que há, depois de tantos e tantos anos de retrocesso, uma chance real de, finalmente, a esquerda brasileira sumir do poder, entregando o Brasil aos brasileiros, que querem um país diferente, decente, sem a corrupção que nos assola todos os dias. E com a Constituição sendo respeitada e não pisoteada.
Mas há a ala dos pessimistas, que são cada vez em maior número, como aquele jornalista que dizia prever o futuro, que não acreditam nisso. Acham que se o resultado das urnas não der vitória ao amigo, parceiro, companheiro, quem tem realmente o poder nas mãos hoje, no nosso país, não permitirá que tome posse qualquer outro, mesmo que escolhido pela maioria do povo.
Claro que são só conjecturas, mas muitas delas, lamentavelmente, baseadas em fatos reais. Quem cometeu tantos erros (para não dizer coisa pior) durante tantos anos; quem pode correr o risco de ser execrado pela Nação; os que venderam a alma em troca de poder e dinheiro, que correriam sérios riscos de perderem tudo, inclusive a liberdade, permitirão que quem possa puni-los chegue ao poder?
Num quadro de normalidade, se poderia dizer que a imensa maioria de brasileiros que quer ter um novo país, vai usar seu voto para concretizar esta nobre missão.
Mas, como não estamos mais vivendo numa democracia verdadeira e quem manda é quem usa toga, não se pode ter certeza de nada.
Tomara que os pessimistas estejam redondamente enganados e que a voz das urnas seja aceita como a voz do Brasil!



DISPUTA AO GOVERNO: TENDÊNCIA É DE QUE MARCOS ROGÉRIO E FÚRIA VÃO AO SEGUNDO TURNO, MAS HILDON ESTÁ NO PÁREO
A eleição deste Domingo histórico também decide o futuro de Rondônia. São seis candidatos lutando para chegar à cadeira de Marcos Rocha, mas apenas três têm condições de chegar ao segundo turno, com tudo indicando que dois deles (Marcos Rogério e Adailton Fúria) são os mais cotados para a disputa da reta final, num segundo turno. Hildon Chaves, uma terceira via, estaria um pouco distante dos dois.

Marcos Rogério tem uma trajetória política de vários anos. Jornalista, radialista e publicitário, tornou-se vereador em Ji-Paraná, sua cidade, pelas mãos do empresário e senador Acir Gurgacz.
Sua ascensão foi exemplar, galgando a Câmara Federal e depois oito anos de Senado, onde se destacou como um bolsonarista ferrenho, tornando-se personagem nacional. Sua atuação na CPI do Circo, quando a oposição tentou transformar a pandemia em crime contra o então governo Bolsonaro, deu a ele dimensão nacional. Liderou todas as pesquisas até agora.
Adailton Fúria é uma espécie de fenômeno das urnas, desde que se elegeu deputado estadual. Duas vezes Prefeito de Cacoal, ele pegou uma cidade com problemas sem fim e a transformou naquela que tem a melhor qualidade de vida em praticamente toda a região norte. Suas realizações na área da saúde; o transporte coletivo gratuito, inédito no Estado e grandes obras de infraestrutura o credenciam para comandar o Estado.
Hildon Chaves, com menor chance, é um nome importante na disputa. Como a maioria do eleitorado se concentra no interior, ele foi prejudicado porque sua alta popularidade se registra em Porto Velho, cidade que administrou por oito anos, com competência e resultados. Seu apoio no segundo turno pode decidir a eleição para um ou outro lado.



EXPEDITO NETTO, ABIB E SAMUEL: TRÊS COADJUVANTES NA CAMPANHA, TODOS COM FUTURO NA NOSSA POLÍTICA

Afora o trio que ainda pensa no segundo turno, outros três nomes também estão na corrida pelo Governo, cada um com suas características, mas algo em comum: todos ainda jovens e com boas perspectivas de futuro na pública rondoniense.
Expedito Netto é uma espécie de néopetista. Estava no governo Lula, num cargo de segundo escalão e acabou convencendo o diretório nacional que seria um nome com chances reais em Rondônia, de chegar ao Governo. A decisão veio de cima para baixo e os petistas daqui acabaram aceitando. Expedito fez uma boa campanha, mobilizou a esquerda e teve bons e maus momentos nos debates. A pior passagem foi o bate-boca com ataques pessoais contra outro candidato de esquerda, Samuel Costa, no debate da SICTV. Cumpriu bem seu papel.
Samuel Costa teve uma candidatura conspurcada pelo diretório nacional do seu partido. Lançado em convenção estadual, dias depois o PSB o retirou da escolha, impondo que o partido se aliasse ao PT de Netto. Samuel esperneou e venceu. Saiu candidato, ficou ainda mais conhecido, mas foi uma Vitória de Pirro. Nunca saiu do 1 ou 2 por cento nas pesquisas.
Pedro Abib apareceu como uma esperança para o MDB. Culto, preparado, bom de discurso, jovem, é a cara da renovação de um partido que já foi grande, mas que hoje tem pífia participação na política nacional e estadual. Teve ótimas performances nos debates, percorreu todo o Estado, mostrou-se preparado, mas…não cativou o eleitor. Mas, ´pode-se garantir: tem futuro!
O trio estará novamente em novas eleições, com certeza!



A DISPUTA AO SENADO AINDA TEM CHANCES REAIS PARA PELO MENOS CINCO DOS DEZ CANDIDATOS
Por partes, como diria o Estripador londrino: há dez candidaturas, mas apenas a metade, na vida real, tem chance de chegar às duas vagas de Rondônia, no Senado Federal. Aposta-se que entre Silvia Cristina, Mariana Carvalho, Fernando Máximo, Bruno Scheid e Acir Gurgacz, não necessariamente nesta ordem, sairão os dois eleitos das urnas, neste domingo.

Todas as pesquisas, conversas de bastidores, troca de informações entre os que noticiam e quem vive a política estadual, levam a esta conclusão.
Surpresa? Como em toda a eleição, ela sempre pode acontecer. E quem seria? A única e pequena possibilidade é de que, nos últimos dias, tenha crescido muito o nome do Luís Fernando da Sefin, o candidato do PSD e que tem todo o apoio do governador Marcos Rogério e do grupo palaciano. Afora isso, nada mais pode acontecer fora deste contexto.
Disputam ainda Luciana Oliveira, do PT, Ayres Mota do PV; Neidinha Suruí, do PSB e Engenheiro Túlio, do nanico Missão. Deste grupo, é possível que Luciana tenha mais votos, mas sua chance de eleição, mesmo que toda a esquerda se una a ela, é mais ou menos como o Sargento Garcia emagrecer e prender o Zorro.
No time dos que têm chances, a eleição deve ser disputada voto a voto, numa das corridas ao Senado mais sensacionais dos últimos anos. As urnas vão dizer, no final da tarde deste domingo, quem realmente tem voto.



O CASO DO VÍDEO FAKE MOBILIZA PF E JUSTIÇA ELEITORAL. SCHEID SE SOLIDARIZA COM SILVIA E ELA EXIGE INVESTIGAÇÃO
O caso ainda está sob investigação. Afinal de contas, quem criou o vídeo, por Inteligência Artificial, em que imita-se a voz de Bruno Scheid, numa ofensa racial a Silvia Cristina e ataque a Fernando Máximo, seus adversários ao Senado? A Justiça Eleitoral recebeu pedidos neste sentido tanto de Scheid quanto de Silvia.

Em novo vídeo gravado para as redes sociais, reiterando seus protestos contra a Fake que o envolveu, Bruno Scheid negou novamente qualquer posição racista e se solidarizou com Silvia Cristina. A deputada, que está na corrida ao Senado, quer que tudo seja esclarecido. Ela diz que não importa seja foi uma Fake ou não. O que importa é que ela foi atacada, ofendida e é vítima. Exige que os responsáveis sejam identificados e punidos.
Foi o caso mais rumoroso numa campanha em que a baixaria predominou, em várias ocasiões, incluindo ataques pessoais de candidatos, uns contra os outros, nos debates realizados ao Governo.
Um áudio, com a foto de Scheid e com a voz dele (criada por IA) se referia a Silvia Cristina com comentários racistas e também menosprezando Fernando Máximo. O caso viralizou nas redes sociais, até que Bruno Scheid divulgou um pronunciamento, negando qualquer ação racista e denunciando que fora vítima de uma Fake, criada por Inteligência Artificial.
Na Justiça Eleitoral, o juiz auxiliar Rinaldo Forti. Deu seis horas para quem divulgou o vídeo, apresentar o arquivo original e os dados do vídeo considerado Fake. Vários indícios apontavam que ele foi mesmo criado por IA, segundo um perito judicial. Foi mandado retirar do ar, pelo TRE.
Sílvia Cristina também foi à Polícia Federal, exigir investigação. Até o final do sábado, a poucas horas da eleição, não havia ainda qualquer decisão definitiva sobre o caso.



SÃO QUASE 17 CANDIDATOS POR CADEIRA DA CÂMARA FEDERAL. QUAL O NÍVEL DE RENOVAÇÃO QUE SAIRÁ DAS URNAS?
São dezenas de nomes fortes, quentes, com reais possibilidades eleitorais para chegarem às oito vagas de Rondônia na Câmara Federal. Entre eles, pelo menos um quarteto que busca a reeleição: Lúcio Mosquini (que, se prevê, será o campeão de votos neste ano) Maurício Carvalho e Coronel Chrisóstomo, no time masculino e Cristiane Lopes, a representante feminina.

Entre os que querem chegar lá, há pelo menos três mulheres de Porto Velho com chances reais: Sofia Andrade, Euma Tourinho e Tânia Sena. Do interior, o nome mais forte até agora é da esposa do ex-prefeito e candidato ao Governo Adailton Fúria, a candidata Joliane Fúria, que na última eleição fez mais de 25 mil votos.
No time masculino há nomes bem cotados, como o do ex-deputado estadual Ayrton Gurgacz; do jovem advogado Célio Lopes; do ex-comandante da PM, Coronel Braguin; do ex-secretário de saúde, Coronel Jefferson e do ex-deputado Natan Donadon, além do jovem Jair Montes; da ex-deputada Jaqueline Cassol; do secretário de saúde da Capital, Jaime Gazola; o ex-deputado Jesualdo Pires e o petista Ramon Cujuí e o pastor Valadares.
São mais de 135 nomes envolvendo personalidades conhecidas em todo o Estado e outras apenas em suas regiões. Quem terá mais votos? Quem serão os escolhidos para a nova representação rondoniense na Câmara Federal? São quase 17 candidatos por vaga.
Dos atuais oito deputados, seis buscam a reeleição. Além dos já citados, também estão na disputa para voltarem às suas cadeiras dois representantes de Ariquemes: Thiago Flores e Rafael Fera.
Qual o nível de renovação? No final da tarde do domingo, teremos as respostas.



SÓ TRÊS DOS ATUAIS ESTADUAIS NÃO BUSCAM A REELEIÇÃO. SÃO MAIS DE 260 CANDIDATOS PARA 24 CADEIRAS
Se a luta pelas oito vagas à Câmara é complicada, imagine-se a batalha pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa. Apenas três (Delegado Camargo, Cirone Deiró e Ezequiel Neiva) não estão entre os que vão concorrer à reeleição. São mais de dez candidatos por vaga. Dos demais 21, qual o percentual de cadeiras que serão ocupadas novamente pelos mesmos deputados e qual o índice de renovação que sairá das urnas?

Entre os concorrentes estão três presidentes mais recentes (Marcelo Cruz, Laerte Gomes e o atual, Alex Redano) com chances reais, pela popularidade e pelo trabalho realizado. Outro presidente, que tenta retomar um mandato, é Hermínio Coelho, que comandou o legislativo estadual no início dos anos 2000.
Dos atuais, há nomes fortes na Capital (como Ieda Chaves, Alan Queiroz, Eyder Brasil e Ribeiro do Sinpol) mas a maioria dos nomes vêm com apoio do interior. Entre as mulheres, além de Ieda, disputam também a volta ao parlamento estadual Luizinho Goebel, Cláudia de Jesus, Dra. Taíssa, Gislaine Lebrinha e Rosângela Donadon.
Há, claro, nomes fortes vindos de Câmaras Municipais e de cidades do interior, como o ex-deputado Ari Saraiva, de Ji-Paraná. De Porto Velho, destacam-se candidaturas como as de Breno Mendes, Paulo Moraes (irmão do prefeito Léo) e o jornalista e apresentador Augusto José, apenas para citar alguns nomes.
Outros nomes com longa história, como o ex-deputado federal Carlos Magno e a ex-senadora Fátima Cleide também estão no rol dos que querem chegar à Assembleia. Quem será eleito?



MAIS MULHERES E 10.130 JOVENS DE 16 ANOS QUE VOTAM PELA PRIMEIRA VEZ: TEMOS MAIS DE 1 MILHÃO E 267 MIL ELEITORES
Tem notícia boa e nem tão boa assim, sobre o Domingo da eleição. A boa: todo o sistema de transporte coletivo será gratuito, desde a manhã, bem cedinho, até o final da votação. A ruim: há possibilidade de chuva forte, principalmente no período da tarde. Votar pela manhã pode garantir que o guarda-chuva não será necessário.

No total, 1 milhão 267 mil e 105 rondonienses estão aptos a votar neste pleito que elegerá deputados federais, estaduais, dois senadores, um Governador e o Presidente da República. Serão seis votos na urna eletrônica, nesta ordem.
As cinco cidades rondonienses com maior número de eleitores são: Porto Velho, com 368.124; Ji-Paraná, com 98.186; Ariquemes, 72.752; Vilhena, 71.748 e Cacoal, com 70.168. No Estado, as mulheres continuam sendo a maioria dos eleitores em Rondônia, representando 52 por cento do total, enquanto os homens representam 48 por cento.
Pimenteiras do Oeste, com apenas 2.286 eleitores, é o menor colégio eleitoral do Estado. Estão neste rol de pequenos eleitorados, ainda, Primavera de RO, com 3.032; Castanheiras, com 3.395; Rio Crespo, 3.506 e Parecis, 3.861.
Outra curiosidade: Rondônia tem 10.130 jovens eleitores, com 16 anos recém completados e que estão aptos a votar pela primeira vez. Na faixa dos 17 anos, são outros 13.944 jovens.



“MINISTROS DO STF ESTÃO VIRANDO CABO ELEITORAL DE UM CANDIDATO A PRESIDENTE”, DENUNCIA JORNALISTA DA GLOBO
“Estamos diante de uma situação surreal, absurda e inaceitável. Ministros do Supremo estão virando cabo eleitoral de um candidato a Presidente. Se um ministro do Supremo quiser fazer campanha, ele tira a toga vai fazer campanha, vai fazer política. Se um ministro do STF decide atuar a favor de um candidato, eles deixam de ser juízes”.

“É uma situação triste. É triste porque estamos diante de um processo eleitoral que sucede a 2022, quando a gente teve uma campanha sistemática de descrédito na Justiça Eleitoral”. As declarações não são de nenhum bolsonarista. Pelo contrário. São de uma jornalista da TV Globo, sempre aliada ao governo Lula e a todas as excrescências praticadas pelos lulistas no STF.
A declaração, ao vivo, em rede nacional, foi feita pela jornalista Malu Gaspar, hoje uma das pouquíssimas vozes dentro da chamada grande imprensa brasileira que ainda merece alguma credibilidade.
Ela fez o protesto, acompanhada de outros membros da equipe da Globo, depois da censura imposta por uma ministro amiga de Lula, que impediu que a ausência do Presidente fosse mostrada no debate da emissora, depois cancelada e pela decisão de Gilmar Mendes, autorizando que um dos candidatos, sem os preceitos exigidos, participasse do evento.
Agora é tarde! A Globo não só criou, como deu sustentação ao monstro. Agora quer derrotá-lo, mas ainda será possível?



PERGUNTINHA

Qual sua opinião sobre a decisão da ministra Estela Aranha, petista de longos anos e fã do presidente Lula, indicada por ele, em censurar um debate na poderosa Rede Globo, para defender seu parceiro e impedir que ele fosse atacado por sua ausência, durante o evento?


