HAVERÁ TERRA ARRASADA EM RONDÔNIA, COMO PREVIU O TRIBUNAL DE CONTAS NO ENCONTRO COM OS CANDIDATOS AO GOVERNO?

Artigo editado em: 11/08/2026

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          Em 2018, ao reunir os então candidatos ao Governo, o Tribunal de Contas de Rondônia vaticinou: o Estado de Rondônia está quebrado. O motivo: a dívida bilionária do Beron, que, quanto mais se pagava, mais se devia. Não iria sobrar dinheiro para nada.

          Em 2022, a mesma reunião e dois motivos para que o TCE avisasse os candidatos: ainda a dívida do Beron e, agora, pior, o Iperon, que não sobreviveria mais um ano.

          Neste 2026, novamente a mesma previsão catastrófica, mas com alguns ingredientes novos. Os candidatos foram avisados que o Estado está quebrado. Que não terá dinheiro para nada. Que o eleito terá que demitir e enxugar, para conter seus gastos. Mas com ressalvas: que não se toque no orçamento do Tribunal de Contas, porque ele sim, ajuda o Estado!

         O quadro apresentado pelo TCE, no encontro da semana passada, é de um futuro de terra arrasada.

          Não se falou sobre os repasses obrigatórios aos poderes, que levam quase 25 por cento do orçamento; nem dos 11,29 por cento ao Poder Judiciário, proporcionalmente o que mais recebe no País; nos 4,77 para Assembleia; 4,98 para o Ministério Público; 2,54 para o TCE; 1,53 para a Defensoria Pública, previstos na LDO, ou seja, na Lei de Diretrizes Orçamentárias.  

          O fato do Orçamento do Estado ter saltado em cerca de  128 por cento nos últimos sete anos (era pouco mais de 8 bilhões em 2019 e saltou para 18 bilhões e 650 milhões) também não foi considerado, na importante palestra de orientação do TCE aos candidatos.

          Claro que o Estado tem graves problemas. Seríssimos. As críticas, algumas parecendo discurso de oposição, foram feitas com base em várias informações. O caso da falta de asfalto em 74 por cento das rodovias do Estado, sem dúvida, é um exemplo claro disso. Problemas existem em profusão.

          Contudo, nunca se deve esquecer a terra que vivemos. Nos anos 70, pouco mais de meio século, não havia praticamente gado em todo o Estado. Hoje temos o sexto rebanho do país, com perto de 18 milhões de cabeças. Nosso agronegócio, então incipiente, é de uma grandeza imensa, inclusive com recorde de exportações.

          Governos bons ou ruins passam, mas a grandeza desta terra de Rondônia é inegável, pelo seu povo trabalhador, que sofre, mas nos mantém no caminho do desenvolvimento. Nenhuma das previsões catastróficas em relação ao Estado se confirmou, ao menos na última década.

        Orientar, cobrar, fiscalizar, ajudar, é papel de todos os organismos que fazem parte do pacote de serviços prestados à coletividade. Contudo, é sempre bom se ficar de olhos atentos para exageros, seja de onde venham e sejam para aumentar ou diminuir.

          A realidade é que todos querem sacrifícios, mas sempre dos outros. Como disse e repetiu várias vezes no encontro com os candidatos ao Governo presidente do TCE, Wilber Coimbra: “não cortem nossos recursos, porque nós ajudamos o Estado”!

PODERES E ÓRGÃOS AUTÔNOMOS VÃO RECEBER MAIS DE 4 BILHÕES E 600 MILHÕES DE REAIS DO ORÇAMENTO DESTE ANO

         Ainda sobre o mesmo tema: em valores, o Judiciário rondoniense receberá, neste ano, pouco mais de 2 bilhões de reais. A fatia do Ministério Público será acima de 928 milhões. À Assembleia Legislativa caberá 940 milhões. Para o Tribunal de Contas, acima de 473 milhões de reais. A Defensoria Pública, uma espécie de primo pobre neste pacote, ficará com 285 milhões. No total, algo em torno de 4 bilhões e 600 milhões.

          Só como exemplo: no indicador de despesa do Judiciário estadual por habitante, o relatório mais recente do Conselho Nacional de Justiça aponta Rondônia em posição extremamente elevada: mais de 1.412  reais por habitante, colocando o TJRO no topo da Justiça Estadual brasileira nesse indicador.

         Claro que o grosso da fatia orçamentária é do Executivo. A dotação orçamentária dele é de 13 bilhões e 910 milhões. Deste total, o governo poderia utilizar até 48 por cento para custeio de pessoal, embora hoje gaste menos de 42  por cento. Com os 25 por cento destinados aos poderes, restariam 33 por cento para todas as demais despesas. Neste contexto, restaria uma fração mínima para novos investimentos.

          Estas e outras informações são públicas. O cidadão pode acompanhar tudo pelo Portal da Transparência estadual, que mantém inclusive uma área específica para “Repasses Financeiros Recebidos p- Duodécimos”, informando todos os valores transferidos pelo Executivo a todos os demais poderes e órgãos autônomos.

ATÉ O DOMINGO, PODEM HAVER MUDANÇAS NAS CANDIDATURAS. UM DIA DEPOIS, COMEÇA OFICIALMENTE A CAMPANHA

           O sábado, dia 15, não é um 15 de agosto comum. Pelo contrário. Até a meia noite, as atas das convenções poderão ser mudadas em alguns aspectos, nomes poderão ser trocados, renúncias podem ocorrer e substitutos inesperados podem aparecer nas relações de candidatos.

          Há quem jure que vão acontecer surpresas. Vozes mais experientes acham que podem ocorrer mudanças não só no pacote de candidaturas ao Governo, como também ao Senado. Claro que ninguém ousa falar claramente sobre o assunto, mas é corrente nos bastidores que só depois do 15 de agosto se poderá dizer, com certeza, se todas as candidaturas já anunciadas, a todos os cargos postulados, serão mantidas.

       No dia seguinte, o domingo, dia 16, começa oficialmente a campanha. A partir deste dia, os candidatos já podem começar a pedir votos, adesivar carros e tomar várias medidas na caça ao eleitor. A partir daí, a corrida das centenas de candidatos em direção ao sucesso ou fracasso nas urnas, já está autorizado para começar.

          O horário eleitoral gratuito, contudo, ainda demora. Começa apenas na sexta-feira, dia 28, com as primeiras inserções das 6 às 6h25 e das 11 às 11h25 no rádio. Na TV, das 12 às 12h25 e das  19h30 às 19h55. Serão apenas 35 dias, já que o horário gratuito encerra em 1º de outubro, um dia antes da eleição.

            O primeiro turno será em 4 de outubro, um domingo, das 7 da manhã às 16 horas, horário de Rondônia. O segundo turno será dia 25 de outubro, também domingo.

DISPUTA ACIRRADA: MARCOS ROGÉRIO E SEU PATAMAR; FÚRIA VAI SER O ALVO. EXPEDITO E ABIB TEM POUCAS CHANCES

          A disputa pelo Governo de Rondônia se acirra. Esquenta. Nos próximos dias, a primeira pesquisa depois das convenções deve dar um panorama da situação da corrida pela cadeira de Marcos Rocha. Até aqui, sem grandes eventos, mudanças de rumo ou algum acontecimento especial que possa mudar o rumo da campanha, a tendência é que o quadro até aqui registrado se mantenha, embora possam mudar os percentuais.

          Até agora, as pesquisas apontam, nesta ordem, Marcos Rogério, Adailton Fúria, Hildon Chaves, Expedito Netto, Pedro Abib e Samuel Costa. Claro que quando a campanha começar a valer e for para a rua com toda a intensidade, tudo pode mudar. Neste momento, contudo, é esta a situação.

          A partir de agora, Fúria, que tem crescido perante o eleitorado, será o alvo dos seus dois principais adversários. Marcos Rogério sonha com uma vitória de primeiro turno e, nessa hipótese, Fúria é a sua enorme pedra no sapato. Já Hildon considera que Marcos Rogério está no segundo turno, portanto, para chegar à disputa final, teria que ultrapassar o jovem prefeito de Cacoal.

          Marcos Rogério tem suas dificuldades também. Mesmo personagem muito conhecido, mesmo já sendo senador há quase oito anos e tendo concorrido ao governo na eleição passada, não se elegendo por pouco, há quem considere que ele chegou num patamar elevado e que dele pode não passar. Já Fúria e Hildon têm espaço para crescer. E aí que mora o perigo para o senador do PL.

           Expedito Netto só tem os votos da esquerda e poucas chances de ir adiante. Pedro Abib começou tarde, é um nome novo e pouco conhecido em todo o Estado. E ainda terá que carregar consigo a grande rejeição do presidente do seu partido, o senador Confúcio Moura. Samuel Costa tem poucas chances de ir adiante.

           A eleição será muito disputada, mas, ao que tudo indica, pelos três nomes que estão à frente nas últimas pesquisas. Mas numa eleição, tudo pode mudar de um dia para o outro. Agora, é esperar a campanha!

NOVE DOS ATUAIS VEREADORES DA CAPITAL QUEREM SER DEPUTADOS ESTADUAIS E UM LUTA PELO SENADO

          Dos 23 vereadores da Capital, nove estão batalhando para chegarem à Assembleia Legislativa e o décimo, o vereador Nilton Souza, do PSDB, concorrerá ao Senado. Há nomes fortes na relação, como o vereador Márcio Pacele, o mais votado na última eleição municipal, do Republicanos e Breno Mendes, do Avante, líder do Prefeito Léo Moraes na Câmara.

            Vão disputar, ainda, os vereadores Everaldo Fogaça, do PSD; Zé Paroca, do Avante; Marcos Combate, do Avante; Jeovani Ibiza, igualmente do Avante. Estão na relação, também, Fernando Silva, do Republicanos; Dr. Gilbert, do Partido Novo e Pedro Geovar, também do Novo.

           Ex-vereadores, como Edwilson Negreiros (foi presidente da Casa), também entram na relação dos candidatos neste ano. Edwilson, aliás, não pode concorrer na eleição passada e escolheu seu irmão, Gedeão Negreiros, para substituí-lo. Gedeão é o atual presidente da Câmara e, certamente, poderá ajudar bastante o irmão que quer ser deputado.

          Em toda a eleição para o parlamento rondoniense, políticos com mandato na Câmara conseguem se eleger. Pelo menos quatro dos atuais deputados estaduais começaram suas carreiras políticas na Câmara Municipal de Porto Velho. Um deles, Marcelo Cruz, chegou a presidir a ALE. Os outros são Alan Queiroz, Edevaldo Neves e Eyder Brasil.

          Quantos dos nove postulantes à cadeiras na ALE conseguirão chegar lá, na eleição de 4 de outubro que se aproxima?

FAB ATACOU AVIÃO DOS BANDIDOS BOLIVIANOS E O BOPE DO MATO GROSSO DO SUL TERMINOU O SERVIÇO

         A fúria dos criminosos, das facções, dos donos do tráfico continuam cada vez mais acentuada, mas já há forte reação, inclusive no Brasil, mesmo o governo federal continuando a proteger grupos como o Comando Vermelho e PCC, para que não sejam tratados como organizações terroristas.

         No Mato Grosso do Sul, dias atrás, o BOPE da Polícia Militar perseguiu durante sete dias e depois enfrentou, em tiroteio, onde os bandidos usavam fuzis, um quarteto de bolivianos, assassinos de policiais no seu país.

           O caso ganhou grande repercussão, porque depois de matarem um policial na Bolívia, os quatro pegaram um avião e fugiram para o lado brasileiro. Perseguidos por Tucanos da FAB e atingido, os criminosos foram obrigados a um pouso forçado. Depois, fugiram pela mata.

           Foram sete dias de perseguição ininterrupta. Quando localizados, ao invés de se entregaram, os facínoras decidiram enfrentar a polícia brasileira. Claro que todos os quatro foram mortos.

           Na Colômbia, nesta semana, o novo presidente que não apoia bandidos, como seu antecessor, passou a atacar duramente as facções, com uso do Exército. Vários líderes do tráfico foram presos ou mortos. O mesmo está acontecendo no Peru. Enfim, os bandidos estão sendo tratados com o peso da lei, como devem ser.

          O que se espera é que os heróis policiais brasileiros do BOPE sul -matogrossense não sejam tratados como vilões, num país onde o que vale são os direitos humanos dos bandidos.

BAGATTOLI CRIA PROJETO QUE IMPEDE REPETIÇÃO DOS ERROS DA CONCESSÃO DA BR 364, EM RONDÔNIA 

          Projeto do senador Jaime Bagattoli, não tem, obviamente, o poder de mudar o passado. Mas pode mudar e impedir que se repitam casos como os que aconteceu com a forma de privatização da BR 364, em Rondônia. O PL quer proibir as concessões e instalação de pedágios nas rodovias federais que são a única via de integração entre municípios ou Estados.

          A intenção, segundo Bagattoli, é exatamente não permitir que se repitam os erros da concessão da BR-364, para evitar o isolamento regional no Norte e Nordeste. Na prática, o projeto busca evitar situações como a da concessão da BR-364 em Rondônia, que é considerada a “espinha dorsal” do estado por, justamente, ser a única rodovia federal que interliga os municípios e o próprio estado de Rondônia ao resto do país.

          O projeto, que já é chamado de “Rodovia Essencial”, prevê, ainda, que a União seja a responsável pela manutenção e melhoria desse tipo de rodovia, inclusive as priorizando em ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

           “Essa é uma proposta muito justa, porque estamos falando de regiões do país que, muitas vezes, não vão ter uma rota alternativa, gratuita e adequada, caso ocorra a concessão da única rodovia federal que atende aquela região. Foi o que aconteceu em Rondônia e pode acontecer em outros Estados do país”, lembrou Bagattoli.

          Para o senador, a concessão desse tipo de rodovia afeta o usuário de todas as formas possíveis, acarretando um custo não só na mobilidade, mas também encarecendo o custo de vida e impondo, indiretamente, um isolamento regional às pessoas.

           “O que estamos querendo garantir com esse PL é a integração nacional, a proteção do setor produtivo, mas, principalmente, o direito de ir e vir das pessoas. Não podemos permitir que o único meio de mobilidade e de desenvolvimento de uma região inteira fique condicionado ao pagamento de uma tarifa”, destaca o senador.

ANTES RUIDOSOS, USANDO DE MEIAS VERDADES E MENTIRAS, AGORA OS QUE FORAM CÚMPLICES NA MORTE DE MILHÕES SE CALAM!

          O Ministério da Saúde confirmou, em documento enviado para a CPI da Covid, que “os medicamentos cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina não devem ser utilizados em pacientes hospitalizados por conta da Covid-19. Esse grupo de medicamentos ficou conhecido como “kit covid”. (Julho de 2021)

          Uma mulher, cujo nome não foi divulgado, terá de se retratar por divulgar áudio em que chama de “incompetente” e “incapaz” médio que não quis receitar o chamado “kit covid”. Na decisão, a juíza de Direito Geilza Fátima Cavalcanti Diniz, da 3ª vara Cível de Brasília, ressaltou que “o médico possui autonomia para prescrever o tratamento que julgar mais adequado ao caso”. (Outubro de 2021)

          Luiz Carlos Dias, Professor Titular do Instituto de Química da Unicamp; membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e membro da Força-Tarefa da UNICAMP no combate à Covid-19. “É preciso acabar com a farsa do Kit Covid e focar no combate à pandemia”! (Abril de 2021)

          Radar Aos Fatos – “Vídeos em que médicos brasileiros reproduzem desinformação sobre a Covid-19 —como ao defender drogas sem eficácia comprovada para a doença ou alertar contra o uso de máscaras— tiveram ao menos 30 milhões de visualizações no YouTube desde janeiro do ano passado”. (Fevereiro de 2021)

          A Justiça Federal em São Paulo determinou que o governo federal pare de fazer campanhas com referências a medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19 e que os influenciadores digitais contratados pela gestão publiquem mensagens para desencorajar o uso do “kit Covid”. A decisão da juíza Ana Lúcia Petri Betto, da 6ª Vara Cível Federal de São Paulo. (Maio de 2021)

           Site G1, da Globo: “Uso de medicamentos do Kit Covid pode ter provocado a morte de três pessoas em São Paulo. Outro paciente fez transplante de fígado””!(Março de 2021)

          Site G1!, da Globo: “Idosa denuncia médica que prescreveu Kit Covid mesmo sem resultado de exame e disse que “a Coronavac” é a pior”. (Janeiro de 2022)

TERREMOTOS, TORNADOS, ENCHENTES: A NATUREZA DESTRÓI NA VENEZUELA E COLÔMBIA E ATACA TAMBÉM NO BRASIL

          São tempos assustadores, pela violência com que eventos naturais têm atingido o mundo, mas, nos últimos tempos, também a América Latina e a do Sul, especialmente. Há pouco mais de um mês, em 24 de junho, o terremoto da Venezuela matou, até agora, 6.301 pessoas e deixou 73 mil feridos.

           Nesta segunda-feira, outro tremor violento, desta vez na Colômbia, com potência de 7,4 na Escala Richter que vai até 9, chegou destruidor. O número de mortos já chega perto de duas centenas e meia. Mais uma tragédia que apavorou um país inteiro.

            No Brasil, embora não haja vítimas fatais, uma série de temporais trouxeram enchentes, chuva de granizo, em alguns casos do tamanho de uma bola de tênis e ventos que causaram danos enormes. O fenômeno dos tornados, que conhecíamos muito mais em filmes e cenas assustadoras vindas dos Estados Unidos, também começaram a aparecer  com maior frequência em diferentes regiões do sul do país.  

          Para se ter ideia do que acontecendo, só neste ano e até o mês de julho passado, nada menos do que 81 tornados tinham sido registrados em todo o Brasil.  O tornado mais violento já registrado em nosso país, aconteceu na cidade de Itu, no interior de São Paulo. Foi em 1991, classificado entre os mais potentes do mundo.

          O tornado de 91 atingiu mais de 300 quilômetros por hora e foi classificado como F4, de altíssima potência.  O tornado derrubou um obelisco de 100 toneladas, arrastou veículos por 700 metros e causou 15 mortes. 

PERGUNTINHA

           Você acredita, como divulgou o site G1 da Globo, que a maioria dos eleitores brasileiros vai votar em candidatos ao Senado que, via suas emendas, levem obras para seus Estados ou concorda com os bolsonaristas que dizem que elegerão a maioria para ter poder de cassar ministros do STF que, segundo eles, descumprem a Constituição e decidem apenas pela ideologia?